Posts Tagged ‘ Twitter ’

Penso, logo posto

Foto divulgação

Por Verônica Rocha

Antes da democratização da internet o pensamento humano era mais complexo, inteiro, as ideias eram mais fluentes. Ter uma vida social significava sair com os amigos ou com a família, ir a bares e restaurantes, ter contato físico com as pessoas ao redor, compartilhar um momento.

Hoje é praticamente lei interagir física e virtualmente ao mesmo tempo. Nos bares é comum presenciar amigos conversando, tuitando, postando fotos tudo ao mesmo tempo. Bem vindo ao mundo multimídia! Mas muito se esquecem de “curtir” o real.

Penso, logo Posto” É o novo lema. Os limites de caracteres impostos pelas redes sociais principalmente o Twitter, atingiram a mente dos usuários. O uso constante dessas ferramentas pode obrigar o seu cérebro mesmo que involuntariamente, ao pensamento reduzido, com prazo de validade bem curto dado à necessidade de correr contra o tempo.

São tantas as informações virtuais, há muita pressa, competição e banalidades que tudo se transforma em “lixo eletrônico”, muito conteúdo de pouca relevância.

Aprender a utilizar as redes sociais sem “contaminar” pensamentos geniais, usando os limites ao seu favor é mais do que necessário em um mundo virtualmente globalizado.

Anúncios

Mara Luquet no Twitter – Proximidade, mas falta de números

Por Marina Gazzoni

Mara Luquet

“Acabei de chegar da exposição da Graça!. Fotos lindas, lugar agradável…tudo de bom. Barão de Limeira 955. Tarde deliciosa.” Esse foi o último post de Mara Luquet, colunista da rádio CBN, no Twitter, postado no dia 12 de dezembro. Especialista em Finanças, a jornalista usa a plataforma para divulgar os links dos textos que publica em sua coluna, indicar leituras e até fazer comentários pessoais.

O primeiro post de Mara foi em janeiro. Quase um ano depois, a colunista soma 2.487 seguidores e 354 tweets. Ela acerta ao mesclar posts profissionais com pessoais, aproximando-se dos internautas.

Mas ela subutiliza o Twitter como plataforma para disparar informações sobre o mercado financeiro em tempo real. Hoje, o investidor pessoa física compra e vende ações sem a ajuda de operadores por meio do Home Broker. Há, portanto, um interesse nesse tipo de dado por parte de um público crescente.

Mara poderia, por exemplo, twitter quando uma ação disparasse na Bolsa, publicar as mudanças nas carteiras recomendadas das corretoras, informar os fatos relevantes emitidos pelas empresas à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ou até mesmo publicar a agenda de indicadores da semana que podem influenciar na Bolsa.

Construção no Twitter

Por Marina Gazzoni

A incorporadora Tecnisa despertou cedo para as redes sociais. Seu perfil no Twitter foi criado em julho de 2008, como mais uma ferramenta de marketing digital da empresa. Focada no público A/B, a construtora tem blog corporativo, página no YouTube e divulga fotos dos seus lançamentos no Flickr.

Hoje a empresa soma 3.447 seguidores e já postou 397 tweets. Com linguagem coloquial, a construtora tenta se aproximar dos twitteiros. Ela usa as mensagens para divulgar matérias no blog , clippagem de notícias e lançamentos da empresa. A Tecnisa faz também ações de marketing exclusivas no Twitter, como um concurso para definir frases para a atuação da Tecnisa na plataforma. O vencedor ganhou R$ 500 reais em compras.

Mas a atuação da construtora nas redes sociais já rendeu negócios. A primeira venda da Tecnisa via Twitter foi realizada em maio. A empresa divulgou um lançamento exclusivamente no Twitter e fechou uma venda de R$ 500 mil.

Foto do primeiro apartamento da Tecnisa vendido pelo Twitter

“Provavelmente este é o produto mais caro vendido pelo Twitter no mundo. E, com certeza, é a primeira venda concretizada por uma empresa do segmento da construção civil, utilizando redes sociais”, diz Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa, em entrevista à revista Info.

A possibilidade de conquistar grandes vendas, mesmo que eventuais, fortalece a estratégia da empresa nas redes sociais. A ação vale a pena, já que o valor do investimento nesse tipo de marketing é baixo.

Redes Sociais -Elas vieram para ficar

Por Marina Gazzoni

É surpreendente a inserção das redes sociais no cotidiano das pessoas, se pensarmos que a primeira experiência desse tipo foi lançada há apenas 12 anos, com o site SixDegrees. Em seu artigo acadêmico, as pesquisadoras Nicole Ellison e Danah Boyd  traçam uma cronologia do desenvolvimento das redes sociais, apontando inclusive vantagens e desvantagens de cada uma delas.

A rapidez com que a participaçao em plataformas virtuais de relacionamentos interpessoais se dissipou aponta que é uma tendência que veio parDa ficar e que ainda trará muitas novidades. Como ocorreu com o QQ, criado originalmente para oferecer um serviço de mensagens instantâneas e hoje uma das redes sociais mais populares da China, outras plataformas virtuais podem desenvolver ferramentas de integração on-line entre vários usuários.

A convivência com esses mecanismos está mudando hábitos. Um fenômeno que já ocorre entre os jovens brasileiros é conhecer os futuros colegas de universidade antes mesmo do início das aulas, por meio da participação em comunidades virtuais do Orkut, por exemplo.

 Apesar de ser uma possibilidade real, conhecer pessoas ainda é um interesse menor para a maior parte dos usuários de redes socias. Em seu artigo, Boyd e Ellison citam estudos que mostram que mais de 90% dos adolescentes americanos usam essas plataformas para se conectar com seus amigos.

Mas por que participar de uma comunidade virtual para se comunicar com pessoas que você já conhece na vida “off-line”? A facilidade de comunicação é um dos motivos, já que enviar uma mensagem via Twitter ou postar um comentário em uma comunidade no Orkut é mais eficiente para disparar mensagens a amigos do que um telefonema.

Se as facilidades são evidentes, muitos desafios vêm pela frente. Assim como emergem rápido, algumas das redes caem rápido em desuso _por não conseguir se firmar como um negócio rentável ou atratente para o usuário a médio e longo prazos.

As redes sociais já estão na pauta de economia. Todos os holofotes do mercado estão agora no Twitter. A plataforma já captou recursos com investidores privados e estuda, inclusive, abrir o capital na Bolsa de Valores. Ele chegou a ser avaliado em US$ 1 bilhão, mas seus executivos admitem que ainda não encontraram uma “forma de ganhar dinheiro” com o Twitter.

Em 2010 o site deve experimentar formas de faturar com os seus 50 milhões de visitantes mensais. As principais apostas estão em um novo tipo de publicidade para redes sociais, e-commerce ou até mesmo venda de informações sobre seus usuários. Tudo para não acabar como o grande precursor SixDegrees, que encerrou seus serviços por problemas financeiros.

Presos na rede

por Renato Garcia

A Internet é um microcosmo da sociedade. Talvez por isso o número de sites de relacionamento e de seus respectivos membros cresce a cada dia. As pessoas buscam novas amizades, manter aquelas já conquistadas e, principalmente, fazer parte de grupos com gostos e escolhas semelhantes.

O artigo de Danah Boyde e Nicole Ellison faz um raio-x das principais redes sociais online, desde o seu surgimento até a popularização do Facebook. O texto, apesar de trazer dados interessantes, se detém nas redes que se tornaram mais populares nos Estados Unidos. Aqui, sem sombra de dúvidas, a mais famosa é o Orkut. Segundo pesquisa do Google, realizada em maio de 2009, cerca de 75% dos usuários da Internet acessaram o Orkut naquele mês. Um verdadeiro fenômeno.

 

O Twitter foi outro site que pegou por aqui. Até as empresas se renderam a ele, procurando trabalhadores através dos perfis. Muitas delas utilizam as redes para checar o perfil pessoal e comportamental do candidato. Já existe inclusive uma rede social específica para quem busca um emprego, o Linkedin.

As empresas também já estão substituindo a tradicional intranet por redes sociais internas, um meio muito mais eficaz e informal de aproximar seus funcionários e estabelecer contato com eles.

Na verdade, tudo isso faz parte do grande paradoxo do século XXI. Ao mesmo tempo em que passamos mais tempo em casa, conversando com os outros pelo computador, também nos aproximamos de famosos como Luciano Huck, William Bonner e percebemos que todos são como nós. Como já comentei anteriormente no post sobre meu perfil no Twitter, é a Internet chegando pra humanizar as pessoas, apesar do afastamento físico cada vez maior.

A título de curiosidade, já há quem tente remar contra essa corrente. Alguns sites acabaram de “sair do forno”, e sua principal função é tentar reunir seus membros fora do espaço virtual. Se eles vão fazer sucesso, só o tempo dirá.

[exercício 6 – 27/11]

Rede social, o big bang da comunicação

Por Ana Carolina Cortez (exercício 6)

O nascimento das redes sociais, por meio de modelos colaborativos como o Six Degrees.com, em 1997, trouxe uma revolução nas formas de comunicação interpessoais ao redor do mundo. No Brasil, o boom desse fenômeno estourou com o Orkut. Embora salas de bate-papo, blogs, ICQ e MSN tenham chegado antes no país, nenhum site tão popular tinha conseguido misturar perfil de internet com bate-papo e funcionalidades interativas, com o objetivo de integrar pessoas de diversas partes do planeta.

Outro fenômeno no Brasil e no mundo foi o twitter, hoje utilizado até por departamentos de Recursos Humanos em processos de seleção.  De “o que você está fazendo” para “o que está acontecendo”, a resposta a uma simples pergunta te conecta a milhares de pessoas em um processo de troca de experiências e informações que só a realidade virtual é capaz de promover.

Tamanha mudança na forma com a qual as pessoas se comunicam resultaria, obviamente, na própria mudança de paradigma do fazer jornalístico. Os leitores de hoje são mais participativos e não aceitam uma comunicação unilateral. Querem produzir conteúdo, querem sugerir pauta, querem escrever sobre os acontecimentos também.  Para um jornalista hoje, é possível viver atualizado sem twitter?

Embora ainda seja muito difícil para alguns meios de comunicação assimilarem essa mudança – desde a News Corporation ao Estado de S.Paulo,  que anunciaram recentemente a decisão de fecharem conteúdo on-line para assinantes -, esta é uma realidade que deverá ser aceita para a evolução do jornalismo. E o sucesso dos negócios, claro. Afinal, se o foco da atuação deixa de ser a demanda dos leitores, a conseqüência é a perda de público, como vem acontecendo hoje em uma enorme crise enfrentada pelos veículos impressos de comunicação.

A internet, as pessoas, os relacionamentos, o jornalismo, a notícia, o mundo. Tudo está em constante mudança – e ela ocorre cada vez mais rapidamente por conta da revolução da comunicação promovida pela dinâmica do espaço on-line. A sociedade – e principalmente os jornalistas – precisam estar a par dessas mudanças e assimilar a melhor forma de atuar nesse novo cenário, que revolucionou o conceito de comunidade.

Alçando voos binários

por @luizdac

Nem só de promoções vivem os perfis das principais empresas do setor de aviação brasileiro no Twitter. E já que a proposta das companhias é garantir o acesso de seus clientes aos assentos dos voos, nada melhor que dar-lhes um pouco de atenção através de uma das redes socias mais faladas do momento.

Curiosamente, as companhias analisadas, Gol, TAM e Azul, têm perfis de atuação bastante semelhantes. Com exceção da TAM, tanto Gol quanto Azul dedicam boa parte das suas tuitadas para responder os recados enviados por seus seguidores. Comentar sobre os tipos de aviões utilizados pelas frotas, tirar dúvidas sobre trechos e anotar algumas sugestões são elementos comuns no trabalho dos mantenedores dessas duas contas que, embora sejam bem ativas, aparentemente ainda funcionam sob certo receio ao lidar com os usuários. Talvez as frequentes falhas do sistema aéreo brasileiro coloquem estes empreendimentos constantemente contra a parede, obrigando-os a atuarem boa parte do tempo na defensiva.

Esta condição justificaria o fato de a conta da TAM dar preferência a promoções de passagens e comentários mais pertinentes sobre atrasos, possíveis problemas com check-in e a situação de momento na operação de alguns aeroportos. Com medo, acredito eu, de certas opiniões mais contundentes, o perfil prefere não trazer à tona comentários de usuários, tampouco promover respostas diretas a eles. Há o claro estabelecimento de uma relação mais distanciada, provavelmente proveniente do medo causado pela reação popular aos famosos acidentes aéreos vividos pela empresa. Ao tratar desta maneira a ferramenta, imagino que estejam cometendo uma grande falha. Mais que um canal para desculpas, o Twitter é um canal de compartilhamento. Ao usar a informação em um único sentido, sem dar valor ao feedback, a TAM comete uma grave falha.

Extras:

No caso de uma pesquisa mais profunda, é possível encontrar outros dois perfis relacionados a TAM e Gol no Twitter. Ambos, porém, são mantidos e atualizados por um site especializado em venda de passagens aéreas, portanto, não são um meio de comunicação direto entre as empresas e sua clientela.