Posts Tagged ‘ redes sociais ’

Penso, logo posto

Foto divulgação

Por Verônica Rocha

Antes da democratização da internet o pensamento humano era mais complexo, inteiro, as ideias eram mais fluentes. Ter uma vida social significava sair com os amigos ou com a família, ir a bares e restaurantes, ter contato físico com as pessoas ao redor, compartilhar um momento.

Hoje é praticamente lei interagir física e virtualmente ao mesmo tempo. Nos bares é comum presenciar amigos conversando, tuitando, postando fotos tudo ao mesmo tempo. Bem vindo ao mundo multimídia! Mas muito se esquecem de “curtir” o real.

Penso, logo Posto” É o novo lema. Os limites de caracteres impostos pelas redes sociais principalmente o Twitter, atingiram a mente dos usuários. O uso constante dessas ferramentas pode obrigar o seu cérebro mesmo que involuntariamente, ao pensamento reduzido, com prazo de validade bem curto dado à necessidade de correr contra o tempo.

São tantas as informações virtuais, há muita pressa, competição e banalidades que tudo se transforma em “lixo eletrônico”, muito conteúdo de pouca relevância.

Aprender a utilizar as redes sociais sem “contaminar” pensamentos geniais, usando os limites ao seu favor é mais do que necessário em um mundo virtualmente globalizado.

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Redes Sociais -Elas vieram para ficar

Por Marina Gazzoni

É surpreendente a inserção das redes sociais no cotidiano das pessoas, se pensarmos que a primeira experiência desse tipo foi lançada há apenas 12 anos, com o site SixDegrees. Em seu artigo acadêmico, as pesquisadoras Nicole Ellison e Danah Boyd  traçam uma cronologia do desenvolvimento das redes sociais, apontando inclusive vantagens e desvantagens de cada uma delas.

A rapidez com que a participaçao em plataformas virtuais de relacionamentos interpessoais se dissipou aponta que é uma tendência que veio parDa ficar e que ainda trará muitas novidades. Como ocorreu com o QQ, criado originalmente para oferecer um serviço de mensagens instantâneas e hoje uma das redes sociais mais populares da China, outras plataformas virtuais podem desenvolver ferramentas de integração on-line entre vários usuários.

A convivência com esses mecanismos está mudando hábitos. Um fenômeno que já ocorre entre os jovens brasileiros é conhecer os futuros colegas de universidade antes mesmo do início das aulas, por meio da participação em comunidades virtuais do Orkut, por exemplo.

 Apesar de ser uma possibilidade real, conhecer pessoas ainda é um interesse menor para a maior parte dos usuários de redes socias. Em seu artigo, Boyd e Ellison citam estudos que mostram que mais de 90% dos adolescentes americanos usam essas plataformas para se conectar com seus amigos.

Mas por que participar de uma comunidade virtual para se comunicar com pessoas que você já conhece na vida “off-line”? A facilidade de comunicação é um dos motivos, já que enviar uma mensagem via Twitter ou postar um comentário em uma comunidade no Orkut é mais eficiente para disparar mensagens a amigos do que um telefonema.

Se as facilidades são evidentes, muitos desafios vêm pela frente. Assim como emergem rápido, algumas das redes caem rápido em desuso _por não conseguir se firmar como um negócio rentável ou atratente para o usuário a médio e longo prazos.

As redes sociais já estão na pauta de economia. Todos os holofotes do mercado estão agora no Twitter. A plataforma já captou recursos com investidores privados e estuda, inclusive, abrir o capital na Bolsa de Valores. Ele chegou a ser avaliado em US$ 1 bilhão, mas seus executivos admitem que ainda não encontraram uma “forma de ganhar dinheiro” com o Twitter.

Em 2010 o site deve experimentar formas de faturar com os seus 50 milhões de visitantes mensais. As principais apostas estão em um novo tipo de publicidade para redes sociais, e-commerce ou até mesmo venda de informações sobre seus usuários. Tudo para não acabar como o grande precursor SixDegrees, que encerrou seus serviços por problemas financeiros.

O que está mudando?

Achei este outro Impressão, nosso co-irmão...

Foto do jornal laboratório da Uni-BH

Por Tatiane Conceição

Fiquei pensando um bom tempo na questão do último exercício da turma. O que está mudando? Como o jornalismo vem sendo abalado pelas mudanças trazidas pelas novas tecnologias? Para tentar responder a esta pergunta, lembrei-me de 2000, ano em que iniciei meu curso de Jornalismo.

Não havia redes sociais; os sites jornalísticos brasileiros existiam, mas não com a mesma relevância dos dias de hoje; os blogs e twitters também ajudaram a moldar a força da época atual, na qual as relações humanas são mediadas por tecnologias e comunicações digitais.

Aliás, vale abordar o conceito de redes sociais, elaborado por Danah Boyd e Nicole Ellison: são serviços baseados na web, que permitem que indivíduos: 1) construam um perfil público ou semi-público com um sistema delimitado; 2) articulem uma lista de usuários, com quem eles compartilham uma conexão e 3) vejam e cruzem suas conexões e as conexões feitas por outras pessoas, por meio do sistema.

Neste cenário, a chamada “mídia tradicional” enfrenta dificuldades para se adaptar. Ela não dispõe do “monopólio da informação”, e agora precisa articular seu saber com outros produtores de conteúdo, entre eles os próprios usuários.

Um integrante da mídia tradicional, Ricardo Mendonça, repórter especial da Revista Época, fez, durante palestra, uma definição deste mal-estar: hoje existe uma “insegurança informativa”, na qual um jornal não fornece mais todo o conjunto de informações necessário para uma pessoa tomar decisões.

Existe ainda o dilema da viabilidade econômica dos veículos, já abordado neste blog, quando foi tratada, por exemplo, a polêmica entre buscadores e criadores de conteúdo (leia-se aqui, por exemplo, Rupert Murdoch x Google News).

Por fim, existe outra questão importantíssima, que também esteve aqui no Impressão, sobre a importância de se defender o acesso à comunicação digital como um direito fundamental do cidadão, algo pelo qual vem lutando, por exemplo, os membros do Fórum para a Cultura Digital.

Como diz José Murilo Carvalho Jr em artigo: “Abrir os processos de construção de políticas públicas na rede, facilitando a colaboração dos interessados, é uma iniciativa quase óbvia neste início de século. Promover a inovação distribuída em questões de governança pode qualificar a democracia, transformar a sociedade”.

Voltando para o início do post. Não sou a pessoa com a maior facilidade do mundo em utilizar os novos conteúdos tecnológicos (por exemplo, “apanhei” para buscar a foto que ilustra este post), mas, se estivesse parada no Jornalismo aprendido há dez anos, talvez não estivesse no mercado atualmente.

Acho que todos nós estamos “tateando” em busca de uma resposta que nos diga qual é o Jornalismo dos dias de hoje. Não acredito que o conteúdo digital irá substituir o papel – assim como a TV não substituiu o rádio – mas algumas habilidades são necessárias: testar, articular, compartilhar, cruzar informações, arriscar, deixar a arrogância de lado e se colocar como parte de uma comunidade. Talvez seja esta parte da resposta para a pergunta do título desta mensagem.

A importância das redes sociais

Por Natalia Sarkis

No artigo “Social Network Sites: Definition, History, and Scholarship”, Danah Boyd e Nicole Ellison traçam um estudo sobre as diversas redes sociais, começando pelas suas origens, com a Six Degrees (que teve seu serviço cancelado em por não conseguir se sustentar como negócio, embora tivesse vários usuários. Foi primeira a englobar os conceitos de conexão e troca de informações entre os usuários cadastrados) até os dias de hoje. Também aborda questões como a privacidade e pesquisas futuras sobre o assunto.

O texto foi organizado de maneira a conter Contém muitas descrições e informações sobre várias redes sociais, como o Facebook, Friendster e Myspace. O artigo é muito bom para termos uma grande noção sobre o quão esse fenômeno é grande e que só tende a crescer cada vez mais. Não será incomum encontrar nomes de plataformas que você nunca tenha ouvido falar, até então.

Estão surgindo mais redes sociais cada vez mais específicas. Basta dar um google e se encontra aquela com o tema que interessa mais. Por exemplo, o Skoob, que é totalmente voltado para o universo da literatura. Com a frase “O que você anda lendo?”, a plataforma se define como “a primeira e maior rede de leitores do Brasil”. Nela, os usuários compartilham os livros que possuem, aqueles que estão na fila para serem lidos, e o que estão lendo no momento. Esses tipos de redes não funcionam ainda com grande força, talvez pelo Orkut ser tão forte no Brasil. As comunidades dessa rede social são fortes, e movimentadas. Os usuários fazem que elas não fiquem paradas. Logo, estando em uma comunidade que trate de literatura, e ela funcione, talvez agora, não há a necessidade de entrar em redes como estas.

Outro ponto importante e que merece uma reflexão é o fato de alguns locais proibirem redes sociais, como na escola ou no trabalho. Com o crescimento vertiginoso das redes sociais, não demorará muito tempo para perceberem que esses são os lugares ideais para pesquisas e busca de informações. Se agora sites de buscas, como google e bing são a fonte primária para se realizar uma procura na internet, não demorará muito para que as redes sociais assumam esse papel.

Não vai demorar muito para que o exemplo dado no artigo seja algo cada vez mais comum; cada pessoa criará a sua própria rede social, e não mais ser o usuário de uma plataforma.

Em busca do pertencimento

Por Maria Fernanda Teperdgian

Os criadores do SixDegrees.com, em 1997, anteciparam o que viria a ser um estouro após no século XXI. Os sites de relacionamento crescem espantosamente no mundo todo, e cada “tribo” encontrou o seu espaço garantido. O que começou como um site de namoro, ou apenas para adicionar amigos, se tornou uma rede de contatos em larga escala. Sites específicos para música, fotos e vídeos foram criados para atender a demanda de usuários que querem pertencer a um grupo para trocar idéias e disponibilizar informações na rede. Nasceu assim a idéia de pertencimento.

Ainda em 2002, na Austrália, foi lançado o site Friendster, que muito se aproxima do atual Facebook. O Friendster está ativo até hoje, atingindo diversos países como Indonésia, Malásia, Japão, Estados Unidos e Índia. Com o objetivo de compartilhar mensagens, músicas e manter contato com os amigos, o site propagou a idéia de adicionar “amigo do amigo”, ampliando assim a rede de contatos.

O Facebook criado em 2005, concretizou o que havia de mais “moderno” em termos de redes sociais. No site, você consegue ver todas as informações postadas pelos seus amigos e postar sua opinião, criando assim uma idéia de interatividade. Além disso, o Facebook inventou jogos e enquetes bem humoradas, para atrair os usuários que passam horas se divertindo com a “Fazendinha” ou o “restaurante”.

É interessante notar, que o Facebook é um sucesso ao redor do mundo, mas aqui no Brasil a febre ainda não pegou. Os brasileiros caíram nas graças de outro site de relacionamentos. O Orkut é o site mais utilizado no Brasil, e mesmo com tantas novidades e pequenas mudanças (como por exemplo, a nova interface que foi lançada esse ano) os brasileiros ainda não desistiram de vasculhar suas páginas.

No entanto, os sites de relacionamento estabelecem a falsa idéia de que todos que estão na sua página são seus “amigos”. Na verdade, em todas as redes sociais os contatos podem ser estabelecidos por afinidade, como um gosto em comum por uma música, mas também pode ser formada com colégas de trabalho ou até mesmo, uma pessoa desconhecida. A idéia de aproximar as pessoas em qualquer parte do mundo causa a impressão de que temos muitos “amigos” e pertencemos a um círculo social, o que muitas vezes na prática não se aplica.

#Exercício 6

Quando o jornalista fala sobre música

Paula Bassi

Em seu estudo, Danah Boyd faz uma constatação: as comunidades online evoluíram de nichos temáticos e restritos para redes sociais pessoais e individualizadas. A autora cita Barry Wellman, segundo o qual “the world is composed of networks, not groups”. Uma área cultural atingida fortemente por essa mudança foi a música. Graças a sua capacidade de reunir e atrair o interesse de muitas pessoas, surgiram nos últimos anos inúmeras ferramentas de rede social focadas na música. O site Myspace é um caso, apesar de não ter sido originalmente planejado para isso. Também podemos citar a Imeem, rede social que conta com aproximadamente 25 milhões de usuários que interagem e compartilham conteúdo. Já o Last.fm monitora o “comportamento musical” de seus membros e recomenda grupos, músicas, artistas e shows a partir dessas informações e dos dados recolhidos de outros perfis. Além disso, no site também está disponível uma série de outros serviços como agenda de shows, eventos recomendados, galerias de fotos, resenhas de usuários, biografias, entre outros. Outro serviço, o Blip.fm, permite que o internauta atue como uma espécie de DJ, tendo seu perfil interligado às outras grandes redes sociais.

Essas redes sociais especializadas em música fornecem canais de informação e recomendação abrangentes, interativos e personalizados. Diante deles, o papel do jornalista na área torna-se questionável, principalmente se considerarmos a forma como muitas vezes o assunto é tratado nos jornais em que a cobertura é feita superficialmente e, quando há um aprofundamento, este trata de eventos megalomaníacos, artistas já consagrados ou alguns poucos grupos mais novos que se tornaram cool.

O espaço para a real crítica de música é limitado. Nas poucas revistas especializadas, também são raras as análises mais reflexivas. Os textos mais extensos são as matérias, e os mais comuns são resenhas e comentários. Na internet, pelo menos nos sites nacionais, são igualmente pouco encontradas as críticas de música. Repetindo o padrão do impresso, blogs e portais atêm-se a comentários, notas, resenhas e colunas. Claro que há exceções, como o blog de Pedro Alexandre Sanches, repórter da revista Carta Capital.

Nesse tipo de abordagem, nenhum tema é tratado de forma reflexiva, analítica – foca-se no aspecto quantitativo e não qualitativo. Qual é, afinal, a necessidade de um jornalista realizar este tipo de trabalho no ambiente online, onde existem muitas outras formas de adquirir informações rápidas?

Um ponto que pode ser destacado a partir da reflexão das redes sociais de música é que elas atuam também como “crítico-recomendador”, já que o internauta tem a opção de obter recomendações de maneira personalizada, rápida – não é necessário esperar para a atualização do blog, por exemplo – e direta – o usuário ouve a música e decide se gosta, não precisa do endosso crítico para baixar ou comprar um CD. O Last.fm, por exemplo, incentiva as pessoas a descobrirem música de maneira independente, não-canônica. Não é necessária a mediação de um profissional para conhecer novas bandas, saber novidades e acessar conteúdos rápidos. Qual seria o interesse, então, em ler comentários superficiais de um crítico sobre uma série de bandas? Por que a opinião rasa do profissional teria mais valor de que a de outra pessoa, se ambos os textos tiverem o mesmo grau de aprofundamento? Se o crítico se ativer ao superficial, à opinião sem embasamento, ele arrisca-se a ser substituído por ferramentas mais instantâneas e exploratórias da vasta quantidade de informação presente na rede.

Nesse contexto, a opinião do profissional especializado pode equilibrar-se hierarquicamente com a visão de um amigo, um vizinho ou alguém que simplesmente goste de ouvir música. Para esquivar-se disso, o jornalista deve utilizar todo o repertório que o distingue de um crítico amador para convencer o público de que vale a pena ler sua opinião e levá-la em conta. Isso só será possível quando abandonar a postura de tratar simultaneamente de todos os assuntos que puder em um determinado nicho e passar a manter uma atitude especialista, minuciosa e seleta em relação aos temas sobre os quais irá escrever.


Texto referente ao exercício 6

Rede social, o big bang da comunicação

Por Ana Carolina Cortez (exercício 6)

O nascimento das redes sociais, por meio de modelos colaborativos como o Six Degrees.com, em 1997, trouxe uma revolução nas formas de comunicação interpessoais ao redor do mundo. No Brasil, o boom desse fenômeno estourou com o Orkut. Embora salas de bate-papo, blogs, ICQ e MSN tenham chegado antes no país, nenhum site tão popular tinha conseguido misturar perfil de internet com bate-papo e funcionalidades interativas, com o objetivo de integrar pessoas de diversas partes do planeta.

Outro fenômeno no Brasil e no mundo foi o twitter, hoje utilizado até por departamentos de Recursos Humanos em processos de seleção.  De “o que você está fazendo” para “o que está acontecendo”, a resposta a uma simples pergunta te conecta a milhares de pessoas em um processo de troca de experiências e informações que só a realidade virtual é capaz de promover.

Tamanha mudança na forma com a qual as pessoas se comunicam resultaria, obviamente, na própria mudança de paradigma do fazer jornalístico. Os leitores de hoje são mais participativos e não aceitam uma comunicação unilateral. Querem produzir conteúdo, querem sugerir pauta, querem escrever sobre os acontecimentos também.  Para um jornalista hoje, é possível viver atualizado sem twitter?

Embora ainda seja muito difícil para alguns meios de comunicação assimilarem essa mudança – desde a News Corporation ao Estado de S.Paulo,  que anunciaram recentemente a decisão de fecharem conteúdo on-line para assinantes -, esta é uma realidade que deverá ser aceita para a evolução do jornalismo. E o sucesso dos negócios, claro. Afinal, se o foco da atuação deixa de ser a demanda dos leitores, a conseqüência é a perda de público, como vem acontecendo hoje em uma enorme crise enfrentada pelos veículos impressos de comunicação.

A internet, as pessoas, os relacionamentos, o jornalismo, a notícia, o mundo. Tudo está em constante mudança – e ela ocorre cada vez mais rapidamente por conta da revolução da comunicação promovida pela dinâmica do espaço on-line. A sociedade – e principalmente os jornalistas – precisam estar a par dessas mudanças e assimilar a melhor forma de atuar nesse novo cenário, que revolucionou o conceito de comunidade.