“Media ego sum”

As redes sociais estão cada vez mais fazendo parte do quotidiano de grandes instituições como a Igreja Católica. Depois que o papa Bento XVI postou uma mensagem no twitter, muitos clérigos do alto escalão da hierarquia católica ingressaram no microblog.

O exemplo mais próximo e recente foi o do cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo. Ele criou um perfil no twitter no último sábado (9/7) e em poucas horas já estava com centenas de seguidores.  O que mais chamou a atenção da assessoria de comunicação da Arquidiocese de São Paulo foi a rapidez com que a notícia da presença do arcebispo na rede foi espalhada entre os católicos. Em uma semana, com apenas 67 tweets, o cardeal alcançou os 1600 seguidores, número considerado significativo, uma vez que o twitter da própria arquidiocese, que já está no ar há um ano, com 2600 tweets, ainda está com 1500 seguidores, muitos deles adquiridos pela divulgação feita pelo cardeal.

Esse rápido crescimento do cardeal Scherer no twitter se deve sobretudo ao fato de neste caso o perfil não ser de uma “marca” ou instituição, mas de uma pessoa física que fala em nome dessa marca. Analisando como se deu a interatividade entre os fiéis o arcebispo, percebe-se que a maioria das manifestações populares são pedidos de orientações, de bênçãos, manifestações de afeto e carinho de pessoas que aguardam uma resposta. Todos querem estar mais próximos que quem eles seguem. É muito mais agradável conversar com uma pessoa do que com uma marca. Neste caso, ao conversar com a a Arquidiocese de São Paulo, todos sabiam que quem respondia era uma pessoa em nome dela, uma vez que a arquidiocese não é um indivíduo.

Este caso do cardeal provou para a assessoria de comunicação da instituição que para a “marca” ser amplamente divulgada e sua mensagem e proposta serem assimiladas cada vez mais, é preciso ter um personagem concreto para as pessoas se identificarem e dialogarem. Ficou claro o surgimento natural de “eu mídia”.

O perfil da instituição, ou da marca é necessário, porém, ele por si só não basta. O bispo pode postar idéias, fazer comentários indicar conteúdos e permanecer simplesmente dentro da ferramenta do twitter. Já o perfil institucional não sobrevive se não estiver integrado com outras plataformas. Por mais popular que o twitter da arquidiocese fosse, o fato de não possuir um site que dialogasse com as redes sociais não potencializava seu uso. O antigo site da arquidiocese era totalmente em HTML, completamente 1.0. Isso não facilitava a divulgação de seu conteúdo na rede.

Já no facebook, o perfil da arquidiocese já está alcançado os 4 mil amigos e praticamente tem vida própria. No caso do facebook, percebeu-se que a relação do público é diferente. A própria especificidade da rede permite que o perfil seja um ambiente no qual as pessoas compartilhem aquilo que têm em comum com  a arquidiocese.

O perfil da Arquidiocese no facebook foi criado sem nenhuma estratégia prévia. A princípio, o conteúdo era basicamente os posts do twitter conectados ao site. Com o tempo, as pessoas começaram a interagir com esses tweets mais no facebook do que no próprio twitter. Hoje as pessoas compartilham no mural do facebook da arquidiocese os eventos de suas comunidades e grupos, idéias, vídeos, fotos. No facebook a instituição encontrou uma plataforma para exercer aquilo que é próprio de sua identidade: ser o espaço onde os católicos compartilham a sua fé.

Agora, com o lançamento do novo site da Arquidiocese de São Paulo, espera-se que haja uma melhor utilização do twitter para a difusão de sua mensagem e proposta. Se sem haver um projeto de utilização da redes sociais, já um fluxo significativo de acesso, imagine quando houver uma planejamento estruturado.

Por Fernando Geronazzo

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Copa 2014 a marca mais falada da mídia atualmente

                       

Atualmente a marca mais badala é a Copa do Mundo de futebol que ocorrerá no Brasil em 2014. O assunto é comentado, destacado e postado em muitos blogs, Twitters e até mesmo facebooks.   Após 64 anos o maior evento esportivo do mundo volta a ser no Brasil e as noticias de preparações para o evento esta “bombando” na internet todos os dias.

Noticias sobre estádios, investimentos em infra-estrutura, discussões sobre superfaturamento são as que mais aparecem todos os dias nos grandes veículos de comunicação. Uma das coisas que mais se comentam hoje em blogs e twitter é a questão de São Paulo ser ou não sede da abertura dos jogos. Depois de muita polêmica o Itaquerão poderá ser construído para a abertura do evento porém muitos acreditam que o estádio não sairá do papel, essa briga política ainda não foi definitivamente equacionada.

Muito dinheiro esta envolvido para a organização do evento e hoje o assunto não esta relacionado apenas a futebol mas também a economia e política que gira em torno do evento. Esse assunto será muito falado ainda nos próximos 3 anos até o inicio do evento e acredito que muita coisa ainda irá aparecer, haverá novas polêmicas e novos fatos sobre o tema que irá ser destaque em blogs e twitters do mundo todo.

A expectativa é enorme e acredito que esse é o assunto da vez, a marca esta se destacando e ganhando cada vez mais força. Como meu trabalho final esta relacionado a crônicas de partidas de futebol, acredito que a marca atual que mais se relaciona com isso é a Copa de 2014 por se tratar do maior e mais importante campeonato de futebol de seleções do mundo todo.

 http://www.ocrepusculo.com/2009/06/02/os-prs-e-contras-da-copa-de-2014/

http://www.copa2014.org.br/

http://www.copa2014.org.br/blog/arquibancada/

http://www.copa2014.org.br/noticias/1739/EMBRATUR+LANCA+BLOG+AQUARELA+COM+A+MIRA+EM+2014+E+2016.html

http://twitter.com/#!/portalcopa2014

http://www.youtube.com/watch?v=pSwANq8gRS8

http://www.youtube.com/watch?v=JSMu_pYQa-g&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=eyGKc-h6TsA&feature=related

Luiz Guilherme Nunes Dias

Quando os advogados viram os “extremistas” da marca na web. Salve-se quem puder!

Por Ana Ikeda

Preocupadas com a gestão digital de suas marcas, empresas têm se lançado – e sem colete salva-vidas – no mar agitado e traiçoeiro das mídias sociais. Numa espécie de jogo de tentativa e erro, essas companhias vão experimentando ações a esmo e nem sempre conseguem mobilizar consumidores para trocas em sua rede. Mas, se por um lado algumas empresas ainda engatinham no mundo web, outras não só já conquistaram seus advogados, como produzem uma nova categoria de conexões digitais: os “extremistas” da marca.

Vou assumir que os advogados de uma marca são aqueles que, uma vez conectados ao seu capital social, passam a agir como propagadores de informações sobre uma determinada empresa ou produto. São consumidores que assumem posturas favoráveis a essa marca e acabam cativando mais pessoas para essa rede “virtuosa” de trocas. Fazem isso sem esperar um retorno (digamos, financeiro) e dentro dos limites da ética das relações humanas, embora haja a força de sentimentos, como em qualquer relacionamento.

Abordar o termo ética é necessário, porque agora falarei dos “extremistas” da marca. Assim como os advogados, eles defendem determinado produto ou empresa. No entanto, fazem isso dominados pelo calor da emoção. Ouso dizer “amor cego”, embora alguns possam julgar absurdo, inconcebível, um ser humano dedicar um sentimento tão forte a algo inanimado (ou seja, que não vai lhe retribuir tamanho afeto). São pessoas capazes de dizer que o errado está certo, que não existem defeitos (nenhum mesmo) e, pior de tudo, que você é invejoso e pobre. Portanto, não tem o bem que ele tem (e tanto estima… sabe-se lá até que ponto).

Compraria algo se uma pessoa gritando com o dedo em riste na sua face lhe falasse para fazê-lo?

Os extremistas talvez sempre tenham existido por aí. Algumas empresas vêm cultivando essa legião de fãs cegos há décadas. A questão preocupante é a sua chegada às redes sociais. Percebemos a sua presença: lemos os seus comentários absurdos, suportamos a sua ira diante de críticas negativas, tentamos ignorar seus xingamentos. Porque, afinal de contas, essa é a beleza do convívio social na web, o espaço aberto para a expressão pessoal. Seja ela educada (no sentido de polida, ética) ou não.

Ter alguém que defende a sua marca com unhas, dentes e armamento pesado é então muito melhor do que possuir apenas um tímido advogado, não é? Voltamos então à problemática das empresas que ainda estão se iniciando no mundo das mídias sociais e que podem considerar isso uma “sacada genial”. A resposta é não. Repita comigo: não. O amor cego e incondicional pode defendê-lo momentaneamente de uma crítica, mas não faz o essencial para a construção do seu capital social, que é mobilizar mais consumidores. Pelo contrário, isso os afasta.

Eu, como consumidora, não vou querer me ligar a uma marca dessa forma, muito menos defendê-la em público no mundo web, se isso me ligar a esse perfil fanático, intransigente e cego de usuário. Desejo que me vejam como alguém capaz de fazer escolhas por mim mesma, de ponderar prós e contras numa compra, enfim, como alguém caminhando por si só e não teleguiado pelo marketing ilusório de uma empresa.

Outro grande problema dos extremistas da marca: eles não fazem sua empresa ou produto evoluir. Se uma companhia usa o marketing para dizer “não temos esse recurso, não vamos oferecê-lo, conviva com isso”, os extremistas simplesmente concordam. Tentam convencer os outros consumidores a concordarem e não questionarem. Produtos passam a ser “unanimidade” e, entre uma linha e outra, trazem poucas melhorias. E dizem ainda: “porque só os invejosos é que põem defeito”.

Uma comparação – não muito agradável de imaginar, reconheço – é pensar no extremista da marca como aquele que está se afogando. Você pode tentar ajudá-lo a se salvar, mas no desespero (a cegueira) ele lhe agarra e ambos afundam.

Uma boa gestão digital da marca não pode depender de pessoas assim. É possível conquistar (sim, também pelo sentimento) consumidores e mobilizá-los para que um produto ou empresa ganhe visibilidade e admiração. Basta voltar ao mundo “real”: compraria algo se uma pessoa gritando com o dedo em riste na sua face lhe falasse para fazê-lo? Creio que não.

 

Penso, logo posto

Foto divulgação

Por Verônica Rocha

Antes da democratização da internet o pensamento humano era mais complexo, inteiro, as ideias eram mais fluentes. Ter uma vida social significava sair com os amigos ou com a família, ir a bares e restaurantes, ter contato físico com as pessoas ao redor, compartilhar um momento.

Hoje é praticamente lei interagir física e virtualmente ao mesmo tempo. Nos bares é comum presenciar amigos conversando, tuitando, postando fotos tudo ao mesmo tempo. Bem vindo ao mundo multimídia! Mas muito se esquecem de “curtir” o real.

Penso, logo Posto” É o novo lema. Os limites de caracteres impostos pelas redes sociais principalmente o Twitter, atingiram a mente dos usuários. O uso constante dessas ferramentas pode obrigar o seu cérebro mesmo que involuntariamente, ao pensamento reduzido, com prazo de validade bem curto dado à necessidade de correr contra o tempo.

São tantas as informações virtuais, há muita pressa, competição e banalidades que tudo se transforma em “lixo eletrônico”, muito conteúdo de pouca relevância.

Aprender a utilizar as redes sociais sem “contaminar” pensamentos geniais, usando os limites ao seu favor é mais do que necessário em um mundo virtualmente globalizado.

Blogs e a horizontalização da comunicação

A horizontalização das mídias foi uma consequência das necessidades da sociedade atual e das novas gerações, principalmente das Y e Z. As mídias sociais, como por exemplo o Twitter, o Facebook e os blogs atendem de forma satisfatória, já que são constituídas de fluxos informacionais e respondem instantaneamente.
Muitos acreditaram que logo os blogs iriam morrer, já que primeiramente assumiram o papel de diário pessoal, mas essa mídia ganhou a sobrevida pela sua grande especificidade em variados assuntos.
Umas das características da linguagem é a capacidade de associação, potencializada pela reciprocidade na comunicação e partilha através de aplicativos, e foi isso que “salvou” a plataforma.
Hoje os blogs são muito mais focados em determinados temas, como por exemplo o “A leitora” , especializado em novidades e informações sobre literatura em geral, e também perderam a característica de mídia para “desabafo”, passando isso para o Twitter e Facebook.
Outro ponto a favor dos blogs é a informalidade na escrita. Cada blogueiro possui seu próprio estilo e cativa o seus leitores, que não estão mais interessados em normas e regras, mas sim em conteúdo relevante de acordo com seus interesses.
Com estes aspectos a plataforma conquista um público fiel que sabe onde pode buscar informações específicas, que não perde tempo em grandes portais que socializa todo tipo de editoria e que é ouvido de forma imediata, interagindo diretamente na produção de conteúdo.

 

por Noelle Marques

Impacto das mídias sociais nas práticas de jornalismo

“A Oriella PR Network, grupo de 15 agências de comunicação, presente em vinte países, divulgou os resultados de seu estudo anual ‘Click, Communities and Conversations – The State of Journalism in 2011’, sobre o impacto das mídias digitais no mercado mundial de jornalismo. Nessa quarta edição, um dos pontos que mais chamaram a atenção de seus realizadores, foi como o uso das redes sociais, como fonte de pesquisa e informação, se tornou mais frequente.

Essa foi a primeira edição da pesquisa em que profissionais de comunicação responderam sobre assunto. Dos 477 profissionais que participaram do estudo, 47% confirmaram usar Twitter e 35% acessam o Facebook como fontes para suas reportagens. O LinkedIn também é citado por 15% dos entrevistados. Outras mídias sociais ficaram com 31%. A blogosfera também faz parte da agenda de apuração: 30% dos repórteres acessam blogs que eles conhecem. Participaram do levantamento jornalistas de veículos regionais, nacionais e internacionais do Brasil, Leste Europeu, França, Itália, Espanha, Estados Unidos, Alemanha, Suécia, Holanda e Reino Unido. O que representou uma surpresa para os autores é que 42% alegaram pesquisar em blogs e sites ainda não visitados ou desconhecidos. Nos processos de apuração, estes endereços virtuais serviriam tanto como fonte para novas pautas, como para checagem de informação. Outro objetivo da análise elaborada pela Oriella é entender como os jornalistas veem seus veículos atuando no mercado digital.

A pesquisa aponta uma migração de investimentos para os meios on-line. Pela primeira vez em quatro anos a pesquisa apontou que, do ponto de vista econômico, a queda nas receitas publicitárias diminuiu, mostrando que o mercado não é tão incerto quanto analisado no ano passado. Esse cenário aumentou as expectativas de editores e publishers dos veículos. Na pesquisa do ano passado, 53% acreditavam que suas publicações sairiam do mercado. Em 2011, essa fatia caiu para 21%, do total dos entrevistados. Apenas na Espanha, uma significativa parcela dos jornalistas se manteve pessimista frente ao mercado. No início de maio, inclusive, o diário norte-americano ‘The New York Times’ anunciou certa satisfação em relação às cobranças de acesso ao seu conteúdo on-line. Durante o INMA World Congress 2011, o publisher do jornal Arthur Sulzberger disse que, atualmente, o NYT possui cerca de cem mil assinantes on-line. Sulzberger ressaltou que ainda é cedo para divulgar dados precisos, mas que, por enquanto, não foi percebida nenhuma grande queda no tráfego do site. Apesar do mercado ainda estar receoso com o modelo de cobrança pelo consumo de notícias na internet, jornais brasileiros também estão investindo neste modelo, como é o caso do jornal ‘O Globo’ que passou a cobrar o acesso on-line até para seus assinantes da versão impressa. O valor, entretanto, é mais baixo do que o oferecido àqueles que não são assinantes.”. Para conhecer a pesquisa na íntegra acesse o site da Oriella

Diálogos sobre inovação sustentável

Depois de um rico diálogo sobre inovação sustentável no Rio de Janeiro, a rede Nós da Comunicação promove dia 16 de agosto, umm debate em São Paulo. Para refletir sobre inovação com foco em sustentabilidade, convidamos Lala Deheinzelin, especialista em economia criativa, Luis Eduardo Carvalho, diretor da Nodal Consultoria, Rose Marie Inojosa, diretora da UMAPAZ – Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz e Simone Ramounoulou, presidente da Antakarana Willis Harman. A mediação será feita pela jornalista Sônia Araripe, editora das publicações sobre sustentabilidade ‘Plurale’ e ‘Plurale em Site’.

O evento será realizado das 19h às 21h30 (credenciamento a partir das 18h30) no auditório da BASF que fica na Av. Faria Lima, 3600, Itaim Bibi. As inscrições são gratuitas pelo e-mail rsvpsp@nosdacomunicacao.com. Participe!
 

Confira a retrospectiva com o conteúdo publicado no Ciclo Comunicar Inovação