Archive for the ‘ Fazendo cultura ’ Category

Conversa de Bar

Por Fabio Ornelas (@faornelas)

 twitter

Posso considerar minha participação no Twitter ainda bastante tímida (criei meu perfil no nosso primeiro dia de aula). Não tenho postado todo dia, apenas ocasionalmente, e posso dizer que mal interagi com outras pessoas. Por enquanto estou adotando uma postura de observador, típica de quem ainda está engatinhando em terreno desconhecido.

Desde o começo tenho resistido a responder “o que estou fazendo no momento” e transformar o microblog em um diário da minha vida. Isto porque pouco me agrada a idéia de auto-exposição que permeia a maioria dos sites de relacionamentos e também porque creio que seja mais interessante (sobretudo a terceiros) compartilhar notícias e experiências que sejam relevantes aos outros também.

Por isso acabei estabelecendo naturalmente um certo critério de postagem: tenho procurado me ater a compartilhar pequenos informes de eventos culturais (sobretudo cinema) que estão acontecendo na cidade e que de alguma forma encontram eco em mim. Assim, sempre que vejo um filme, uma peça teatral ou vou a alguma exposição que acho interessante, posto um pequeno comentário como indicação para que os outros possam tirar proveito também. Desse modo eu consigo unir o útil ao agradável, pois além de prestar um serviço de divulgação, eu me realizo comentando sobre assuntos que tem tudo a ver comigo.

Até mesmo na única ocasião em que respondi diretamente à pergunta “o que você está fazendo agora?”, estava embutida na mensagem a divulgação de um evento cultural: “Tô indo pro Vale do Anhagabaú ver a apresentação de bonecos gigantes que encerra o ano da França no Brasil”.

twitter bird

Outra função que encontrei no Twitter é o de compartilhar reclamações sobre empresas. Já fiz isso duas vezes ao reclamar da espera no atendimento da Ticketmaster Brasil e, mais recentemente, do abuso do site de fidelidade Dotz.com que passou a cobrar comissão de agência de viagem para quem compra passagens aéreas pelo site.

Mas o fato é que ainda me sinto falando sozinho num pátio de hospício (como alega uma das definições do manual), pois sequer as empresas das quais eu fiz reclamações fizeram qualquer contato comigo. Encaro isso como algo natural de alguém que acabou de aderir à ferramenta e creio que com o passar do tempo estarei interagindo bastante com outras pessoas – diferentemente do que aconteceu com um blog que criei há algum tempo atrás e acabei deixando de atualizar por falta de feedback e interação.

Mas mesmo quando não há interação, é inegável o poder da ferramenta de disseminar informações, pois ao passo que informamos também somos informados, mesmo que isso às vezes pareça conversa de bêbado via internet, visto que na maioria das vezes a comunicação é unilateral.

Por fim, como seguidor, tenho acompanhado perfis culturais como o da Revista BRAVO! , do SESC, e do Guia da Folha, além de buscar emprego em perfis como o da Link Zero, que publica oportunidades de trabalho.

Trocando em miúdos, assim como ocorreu com outros sites da web que viraram sensação da noite pro dia (orkut, youtube, blogger, etc.) encarei o Twitter a priore com certo ceticismo, mas agora que estou no bar – para usar a metáfora do manual que vimos – estou observando o ambiente, começando a me familiarizar e tomando os meus primeiros goles. Não pretendo com isso me embriagar, mas percebo que não dava mais para ficar totalmente sóbrio em face ao fenômeno dessa incrível ferramenta.

Exercício # 3.1