Archive for the ‘ Economia ’ Category

O twitt da Leitão

por Valeria Bursztein

A jornalista Miriam Leitão  adotou o twitter como forma de aumentar a rede de abrangência das notícias que publica diariamente. Com chamadas para matérias publicadas no jornal O Globo, comentários pessoais acerca do seu cotidiano e outras tantas contribuições, Miriam conseguiu “comunicar-se” com universos paralelos aos tradicionais leitores de economia. 

Os inserts de caráter mais pessoal também têm lá seu interesse. Comentários como “Sexta feira, 21h e eu trabalhando… realmente! Preciso acabar logo com isso, preciso lembrar que eu existo…ôps saiu um Roberto Carlos…” humanizan a profissional e diversificam a pauta do contexto.

Para os jornalistas que cobrem a área, como meu caso, acompanhá-la é um facilitar acompanhar esses verdadeiros “teasers” de informação, pequenos drops atualizados que orientam nossa pesquisa e agilizam o processo de captação de dados.

Para quem não está a par dos contextos, entretanto, a eficiência da comunicação é questionável.

Economia é fundamentalmente análise. O dado e a estatística são estéreis se desprovidos de um olhar clínico — grande mérito da jornalista em questão e de tantos outros que também fazem uso da ferramenta.

Há quem diga que informação nunca é demais. Pode até ser, mas é uma pena desperdiçá-la.

 

 

 

 

Pássaros na Bolsa de Valores

Valeria Bursztein

Para quem achava que o Twitter era mais uma eufórica e efêmera criação do mundo virtual, notícia publicada pelo novíssimo jornal Brasil Econômico constata a imperturbável dinâmica de crescimento dos microblogs. Confira. (…)

A jovem empresa, de apenas três anos, já está gerando receita e deve focar nisso para o ano que vem. “O ano de 2010 realmente será o ano da receita. Eu não sei se seremos lucrativos, mas temos muito tempo”, disse o co-fundador da companhia, Biz Stone na última segunda-feira (23.11).

Em setembro, o Twitter recebeu uma nova rodada de recursos de investidores, o que analistas afirmam ter aberto as portas para uma eventual oferta pública inicial de ações ou IPO, no jargão do mundo financeiro.

Segundo fonte com conhecimento do caso, o novo financiamento chegou a um total de US$ 100 milhões, o que teoricamente dá um valor de mercado à companhia de US$ 1 bilhão.

Stone afirmou a jornalistas que não quer vender a empresa, e que exploraria alternativas a uma oferta pública inicial. “O fato é que queremos construir nossa própria empresa, uma que irá durar por um longo tempo. Se um IPO for a forma de fazer isso, então faremos”, disse ele nos bastidores de um seminário sobre empreendedorismo.

não quis dar detalhes sobre como o Twitter irá apresentar aos seus usuários os anúncios no site a partir do ano que vem, mas deu uma dica de que será diferente das formas tradicionais de publicidade na Internet, que incluem anúncios nas páginas e buscas patrocinadas.

O Twitter, serviço para enviar mensagens de texto de até 140 caracteres para grupos de “seguidores” na Web, é uma das redes sociais que mais cresce na Internet.

O site recebeu 44,5 milhões de visitas em todo o mundo em junho, 15 vezes o número do mesmo mês do ano passado, de acordo com a empresa de pesquisa comScore. (Informações: Brasil Econômico / Thomson Reuters).

Exercício #5: cobrar ou não cobrar pelo conteúdo?

“Desde o surgimento dos primeiros portais de notícia na internet, a cobrança ou não pelo conteúdo disponibilizado sempre gerou polêmica. Ao longo do tempo, os internautas se acostumaram com a disponibilidade de acesso a serviços gratuitos, mas o cenário pode mudar em breve”. Leia a entrevista completa no site da AdNews. O exercício propõe uma discussão sobre o assunto. Queremos ouvir sua opinião. Você é a favor? Por que? É contra? Por que?

 

 

Aquecimento global: Brasil define meta para emissão de gases poluentes

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Valeria Bursztein

A Agência Reuters publicou extensa matéria sobre a resolução brasileira de definir meta de redução de emissões de gases poluentes de até 38,9% até 2020 (base 2005).

A proposta será oficializada em Copenhague na próxima Conferência do Clima, o COP 15.

Emissões de gases poluentes, como CO2 e o conseqüente efeito estufa, promovem a elevação da temperatura do planeta… Aí está o problema.

Mesmo ambiciosa, a meta é menor do que a estabelecida pelo Estado de São Paulo, redução de 20% na emissão, que saiu na frente em carreira solo. De qualquer forma, no contexto internacional, a medida é, até agora, uma das mais audaciosas. As propostas da China e Índia, parceiros brasileiros no BRIC, não ultrapassam os 17%.

Uma das questões que circundam o tema é como conciliar o crescimento econômico previsto e o controle da poluição.

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 “Tem que ser possível?”, dizem os indianos e chineses, reclamando o seu direito de expandir a indústria local tal como aconteceu em outros séculos com os países desenvolvidos.

 Vale a ressalva que, de acordo com a Convenção do Clima da ONU, os países considerados desenvolvidos não são obrigados a adotarem metas de redução.

Grandes poluidores como Estados Unidos ainda resistem em definir uma política realmente eficaz para a questão e fazem uso do ainda abstrato conceito do crédito carbono .

dilmaEntre as fronteiras verde-amarelas, a discussão é sobre a seriedade da definição de metas. Especialistas dizem que não basta definir um número sem regulamentar em lei os procedimentos a serem seguidos pela indústria. Há ainda os que sugerem que o recente anúncio – da definição de metas de redução – é mais um panfletário discurso que cabe muito bem em tempos de veladas campanhas eleitorais.

O tema é de extrema urgência e merece atenção.

Mesmo com IOF investimentos estrangeiros atingem recorde

Por Ana Carolina Cortez e Natalia Sarkis

A cobrança de 2% do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre o ingresso do capital estrangeiro no Brasil, em renda fixa e variável, não afetou negativamente o mercado financeiro até o momento. O imposto entrou em vigor no último dia 20, com o objetivo de reduzir o capital especulativo no país.

Conforme divulgado hoje (24) pela Folha de S.Paulo, o investimento estrangeiro em ações de empresas brasileiras atingiu em outubro o maior valor em 60 anos. Com menos de uma semana para o fim do mês, o Banco Central já registrou transações de mais de US$ 13 bilhões, o que representa mais de 40% do total de dinheiro direcionado para este mercado. No acumulado de 2009, o capital estrangeiro na Bolsa de Valores chegou a US$ 20 bilhões. Quando consideramos os aportes estrangeiros em renda fixa, principalmente em títulos públicos, o total de investimentos atinge a casa dos US$ 40 bilhões.

A alta no fluxo de dólares dentro do país foi o motivo apontado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para taxar o ingresso do capital estrangeiro. “Nossa preocupação é o excesso de especulação. Se permitirmos valorização excessiva do real, o exportador será prejudicado e, consequentemente, o emprego do brasileiro”. De acordo com Mantega, 25% da produção industrial do Brasil é direcionada para exportação.

Segundo levantamentos da Receita Federal, a taxação de 2% de IOF sobre os investimentos estrangeiros pode gerar uma arrecadação de R$ 4 bilhões anuais aos cofres públicos.

Reação

Conforme divulgado ontem (23/10) pela Reuters, a Bovespa registrou saída líquida de estrangeiros de mais de R$ 1 bilhão no primeiro dia (20) de vigência do IOF sobre os investimentos externos. No fechamento do mercado do dia, o Ibovespa apresentou queda de 2,88%, a maior em quatro meses. Com a tributação, o volume de reservas nacionais sofrerá significativa redução, pois são compostas em grande parte pelo capital estrangeiro de curto prazo.

O país, contudo, mantém sua atratividade para os olhos dos investidores estrangeiros. Segundo pesquisa divulgada pela consultoria Uptrand, o Brasil ocupa a quarta posição do ranking de juros nominais – base de remuneração de investimentos –, atrás somente da Venezuela (18,13%), Argentina (11,15%) e Rússia (10%).