Onipresença ocular

Por Tomer Savoia

Não existe ser humano invisível! Vivemos em estado de constante vigília, expostos, vulneráveis e impotentes.

São câmeras de segurança por todos os lados, celulares que gravam e tiram fotos em alta resolução, câmeras digitais, web cam e até a câmera escondida do Silvio Santos. Por onde vamos estamos cercados! No banco, no elevador, na rua… Enfim, vivemos em tempos de Big Brother “Orwelliano”.

Entretanto, se não bastasse nosso registro visual, capturado por incontáveis lentes e aparatos eletrônicos, ainda temos de nos submeter à propagação de nossa imagem mundo afora. Afinal, mais do que olhos com uma capacidade incrível de memória e armazenamento de dados, estas coisinhas são capazes de se conectar com o planeta. Assim, em segundos, uma foto tirada na Argentina, por exemplo, pode ser vista por alguém no Japão.

Nos comunicamos visualmente, em tempo real, independentemente da distância. Fazemos até sexo virtual! Entretanto, muitas vezes esta exibição não é consentida, autorizada. Num instante somos flagrados e este momento, eternizado pela tecnologia, é compartilhado com o mundo. Trilhando, muitas vezes, um caminho sem limites, sem volta. Por outro lado, também, não vale ser tão apocalíptico… afinal, se não por este conceito, como teríamos as vídeocassetadas?!

Enfim, essas são as regras do jogo: postou, agora já era. Não adianta tentar eliminar o que está na internet sem deixar vestígios. Algum desocupado, lá na China, já copiou isso e pode replicá-lo para quem quiser. Daniela Cicarelli e todo seu amor no mar, dinheiro na meia, circuito interno da escola em Realengo…

Entretanto, caro leitor, muitos vídeos despretensiosos ou não, amadores ou profissionais, têm uma audiência impressionante, pelos mais diversos motivos. Alguns, inclusive, ultrapasam o limite do “viral”. São epidêmicos!

E o mais interessante é que alguns nem são tão bons. Mas, com um pequeno toque de edição, são completamente descontextualizados e tomam uma nova forma, tendo como referência o material bruto. Criatividade para criar novas possibilidades e contar a mesma história de um jeito totalmente diferente. São justamente estes vídeos remixados que mensuram a relevância do original.

Dois casos crassos e de muita repercussão são “A queda do menino Edgar”, no México e a forma, digamos agitada, de torcer do argentino “Tano Pasman”, que viu seu clube, o River Plate, cair para a série B dos nossos hermanos.

O “sucesso” foi tanto que “A queda de Edgar” foi reproduzida no desenho animado do Chaves, é tópico da Wikipédia, o menino Edgar foi estrela de um comercial de TV e chamado à programas de entrevista.

O de Tano Pasman, mais recente, lhe rendeu a primeira página do jornal e uma entrevista exclusiva na ESPN Latina.

Os vídeos ganharam várias formas. Relacionadas a games e filmes clássicos, transformadas em músicas, deturpadas, alteradas… com alguns resultados engraçados e outros pífios. Há uma versão, inclusive, em que um vídeo é insertado no outro!

Confira abaixo os originais e algumas das suas MUITAS versões remixadas:

Queda de Edgar Original –

Tano Pasman Original – 

Tano Pasman e Queda de Egar – 

Queda de Egar versão Street Fighter – 

Queda de Egar versão Star Wars – 

Queda de Egar versão comercial de TV – 

Queda de Egar versão desenho do Chaves – 

Queda de Egar versão Senhor dos Anéis – 

Queda de Egar versão Mortal Kombat – 

Queda de Egar entrevista na TV – 

Tano Pasman versão Lost – 

Tano Pasman versão Rick Martin –

Tano Pasman versão remix eletrônico – 

Tano Pasman versão remix Conga –

Tano Pasman versão Hitler –

Tano Pasman entrevista na TV parte 1 e 2 –

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