Cobrar ou não cobrar, eis a questão

Por Natalia Sarkis

Em entrevista ao site Adnews, Silvio Genesini, diretor-presidente do grupo Estado afirmou que a empresa não cobrará pelas notícias no site, embora não descarte a possibilidade do internauta ter que pagar outros tipos de informação, como banco de dados e reportagens segmentadas.

A questão do direito autoral é algo que sempre esteve presente desde as primeiras publicações de textos. No início, ao terem um texto impresso no jornal, estas preocupações não existiam. Hoje, entretanto, é um assunto muito mais discutido, principalmente com a rápida troca de informações que temos graças à internet.

O grande debate que gira em torno dessa mídia é se deve-se ou não cobrar pelo conteúdo disponível, em sua maior parte gratuito, de livre acesso a internautas do mundo inteiro. Aqueles que são a favor, dizem que é uma forma de proteger os autores do texto ou de qualquer outro produto cultural. Aqueles que são contra, afirmam que essa não será a melhor solução, além de dificilmente funcionar na web.

O mundo virtual é tão extenso e tão complexo que realmente será difícil fazer funcionar um ato de cobrança pelos conteúdos. Onde houver um site cobrando pela informação haverá outro a proporcionando de graça. Quem não se lembra dos primeiros programas de downloads de músicas; sempre que um era fechado pela violação de direito autoral (ou então passava a cobrar pela canção que o usuário estava baixando), surgia outro, com disponibilização gratuita dos arquivos.

O que os grandes veículos de comunicação não compreendem, é que a internet é muito mais do que uma nova mídia onde podem vender informação. A internet é um lugar onde as pessoas podem experimentar a troca livremente, sendo essa muito mais importante que a comercialização da notícia.

Anúncios
  1. Natália,

    Sua frase realmente diz tudo: “O que os grandes veículos de comunicação não compreendem, é que a internet é muito mais do que uma nova mídia onde podem vender informação. A internet é um lugar onde as pessoas podem experimentar a troca livremente, sendo essa muito mais importante que a comercialização da notícia”. Pena que os dirigentes dos jornais e revistas estejam tão distantes da mídia social, sem realmente entender do que estamos falando.

    bj
    Pollyana

  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: