Em pauta: a Cultura Digital

Por Natalia Sarkis

De 18 a 21 de novembro aconteceu na Cinemateca Brasileira o Fórum Internacional de Cultura Digital. Além das palestras sobre o tema, o diferencial ficou por conta de intervenções e apresentações artísticas durante o evento. Dentre elas, a performance de Zé Celso Martinez Corrêa.

 De todos os debates, o do dia 21 foi o mais abrangente. A mesa “Contexto Internacional da Cultura Digital” foi composta por Raquel Rennó (Pesquisadora de arte digital e integrante da Associação Cultural de Projetos em Cultura Digital ZZZinc, de Barcelona), David Sasaki (Diretor do Rising Voices), Ivo Corrêa (Responsável pelas políticas públicas e governamentais da Google Brasil), Alfredo Manevy (Secretário executivo do Ministério da Cultura), Amelia Andersdotter (Membro do Partido Pirata Sueco) e teve como mediador José Murilo Jr. (Gerente de Cultura Digital do Ministério da Cultura).

 Raquel Rennó fez uma palestra sobre organizações que trabalham com a questão da Cultura Digital, trazendo exemplo de como as pessoas dessas organizações estão pensando novas formas e novos espaços de se produzirem cultura.Já a fala de Ivo Corrêa foi inteiramente permeada sobre a tensão entre o global e o local no tema abordado. Corrêa também coloca graças não somente a internet, mas a toda a rede social que continua se formando, distribuir cultura ficou hoje muito mais fácil.Alfredo Manevy, do Ministério da Cultura, teve sua fala mais centrada na participação do Estado na construção dessa cultura digital. Apontou questões como o direto do criador e da sociedade de ter acesso ao seu trabalho e a digitalização da cultura.

Outro tema de discussão foi a cultura participativa. Segundo David Sasaki, no passado, fazer cultura era algo que estava muito ligado a uma determinada pessoa. Com a Cultura Digital, várias pessoas podem participar do processo e aprender com ele. É o que ele chama de cultura colaborativa.

 Todas essas questões nos levam a pensar na própria transformação do termo cultura. A era digital está permitindo que um maior número de pessoas compartilhem suas experiências, tanto no campo do intelecto, quanto no da produção. E essa pode ser desde um curta-metragem com uma cara mais profissional, até mesmo algo mais amador, como um vídeo colocado no youtube.

Como colocado na Carta de Cultura Digital Brasileira, que encerrou o evento,  “este (fórum) não se pretende conclusivo. Tudo o que aqui se fez integra um processo, dinâmico, de formulação e criação. Esse processo prossegue. Não pode parar”.

Exercício 4

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