Raio-x de @alinizinhazona
Por Aline Cavalcante
Analisar comportamento só é tarefa fácil quando se trata de olhar para o outro, falar de si mesmo é sempre desconfortável. Bom, meu twitter fala basicamente das coisas que gosto, que acompanho, que vivo. As vezes tem um pouco de “dear diary”: “agora estou indo pra balada tal”, “hoje fiz isso ou aquilo”, “arrumando a casa”, mas confesso que não é preferência.
Como algumas pessoas já perceberam, depois que comecei a andar de bicicleta urbanamente em SP me envolvi em causas muito especiais e hoje me interesso bastante por questões de mobilidade urbana, transporte sustentavel, transito, desumanização das vias, etc. Nesse sentido sigo pessoas que entendem do assunto e acreditam em cidades melhores. Exemplos: Renata Falzoni, Milton Jung, Bike Reporter, CicloBR, Transporte Ativo, entre muitos outros.
Também costumo twittar sobre jornalismo online, materiais multimidia, cibercultura e seguir os pensadores dessa área. Acredito que ao mudar de “o que você está fazendo agora” para “ o que chama a sua atenção” fica clara a percepção de amplitude, o twitter evoluiu e sua finalidade foi junto. Deixou de ser um simples diário do cotiano para ser um microblog com compartilhamento de links.
Quem aqui, depois do twitter, consegue manter poucas abas no seu navegador? Quando menos se percebe você já tem várias paginas abertas esperando para serem lidas, as vezes nem são, mas atraves do twitter a oportunidade de navegação foi ampliada, ficou complexa e deu mais acesso a lugares antes obscuros.
Nesse momento tenho 3 firefoz abertos, cada um com pelo menos 7 abas contendo sites que variam entre, twitter, emails, portais de noticia, portais culturais com programação para o final de semana, youtube, album de fotos e muitos blogs interessantes!
Graças ao passarinho azul.
Exercício #3: Manual sobre o Twitter (13/11)

Itaipu cria perfil no Twitter para gerenciamento de crise durante o Apagão.
Por Pollyana Ferrari
De acordo com o livro que lemos “Tudo sobre Twitter”, responder as três questões com posts opinativos sobre: 1- Na pág. 24 os autores discorrem sobre a mudança de slogan que saiu “ do que você está fazendo agora” para “ o que chama a sua atenção”. Analisar seus últimos posts (7 dias) e o teor das suas observações no microblog. Como você se comporta no Twitter?
2- Na pág. 55, Juliano Spyer (Org.) fala do uso corporativo do Twitter pelas marcas. Escolher uma marca (VIVO, McDonald´s, telefônica, etc) e segui-la por 3 dias. Depois analisar como a marca se comportou: informativa (news); prestação de serviço; promoções. Escrever suas análise em forma de post.
3-Pg. 57 a 59….Jornalistas usam de diversas formas o twitter. Para encontrar fontes; motivar repercussões de matérias e assuntos. Escolha um jornalista e o siga por 3 dias. Analise criticamente suas postagens. Para cada questão faça um post em dias diferentes até 20/11. Boa investigação no microblog!
Forças militares colombianas sob suspeita de apoiar massacre histórico.
Por Fabio Ornelas

Segundo arquivo publicado no site da National Security Archive, os Estados Unidos investigam o possível envolvimento das forças militares da Colômbia no massacre de El Salado, uma das mais terríveis e indiscriminadas atrocidades da história colombiana, ocorrida em fevereiro do ano 2000, quando os dois países estavam em negociação para acertar os ajustes finais do pacote de auxílio militar conhecido como Plano Colômbia.
Os massacres, promovidos por um exército paramilitar ilegal que se autodenomina Forças Unidas de Autodefesa da Colômbia (AUC), duraram cinco dias, período em que centenas destes militares avançaram sobre El Salado, dentre outras cidades locais, deixando para trás um rastro de tortura, terror e sangue, que levou 60 pessoas à morte e deixou milhares de desabrigados, como mostra uma série de depoimentos colhidos para um especial de TV, promovido pela Semana, principal revista periódica da Colômbia.
Mas enquanto os mentores do terrível massacre foram identificados já faz muito tempo, o potencial envolvimento das forças militares da Colômbia ainda não foi totalmente esclarecido. Oficiais americanos alegam ter motivos para acreditar que as forças militares colombianas facilitaram o massacre ao evacuar a cidade antes da carnificina começar e ao construir bloqueios nas estradas para retardar a chegada de auxílio humanitário. Isto porque estavam em jogo as negociações do Plano Colômbia.
Estas alegações corroborariam com o relato “La Masacre de El Salado: Esa Guerra No Era Nuestra” , produzido pela Memoria Histórica, um grupo independente encarregado pela Comissão Nacional em Reparações e Reconciliações da Colômbia de investigar e publicar a história da luta armada no país.

- Criança colombiana exibe cópia do relato “La Masacre de El Salado: Esa Guerra No Era Nuestra”
O apoio americano ao golpe de 64
Por Maria Fernanda Teperdgian
Muito já se sabia sobre o apoio americano ao Golpe Militar de 1964, aqui no Brasil. Mas no dia 31 de março de 2004, 40 anos após a derrubada do Governo de João Goulart, The National Security Archive liberou documentos referentes a operações que conduziram ao golpe.
Entre os arquivos liberados existe uma fita de áudio de um contato telefônico de Lyndon Johnson, que estava em sua fazenda no Texas, que resume como o exército brasileiro se mobilizou contra Goulart. Na gravação, o subsecretário George Ball explica para o presidente a situação política em alguns estados brasileiros e reforça que o apoio americano se faria necessário para o golpe.
No áudio, Lyndon Johnson manifesta-se pouco, mas é enfático quando propõe uma ação de apoio. “Eu colocaria todo mundo que teve qualquer imaginação ou ingenuidade para trabalhar com o McCone [CIA Diretor, John], o McNamara [Secretario de Defesa, Robert]“. Em seguida, Johnson instrui o subsecretário novamente, afirmando que “Nós não podemos aceitar este aqui”, e conclui dizendo “Eu me colocaria certo em cima disto e arriscaria meu pequeno pescoço”.
Entre os documentos existem comunicados secretos enviados pelo embaixador norte-americano Lincoln Gordon, que pressionou Washington para envolvimento direto, apoiando os conspiradores do golpe militar organizado por Humberto Castelo Branco. “Se nossa influência será trazida para aguentar, e ajudará a evitar um desastre que poderia fazer do Brasil uma China dos anos 1960. Eu e todos meus aconselhadores experientes acreditamos que nosso apoio deveria ser colocado”, Gordon escreveu para o Departamento de Estado, Casa Branca e funcionários de CIA no dia 27 de março de 1964.
Para assegurar o sucesso do golpe súbito, Gordon pede “que seja preparada uma entrega clandestina de armas de origem não americana, a ser feita a Castello Branco e seus partidários em São Paulo”. É evidente que o embaixador explica que o armamento seria usado “por unidades paramilitares e o exército amigável contra exército hostil se necessário.” Para esconder o papel norte-americano, Gordon recomendou as armas fossem entregues por submarino sem qualquer logotipo dos EUA. As entregas deveriam ser feitas à noite e nas costas isoladas ao sul de Santos, em São Paulo.
Quatro dias antes do golpe militar, Gordon pediu que o EUA enviasse navios-tanques de petróleo para facilitar as operações de logística dos conspiradores do golpe militar, e solicitou uma força-tarefa naval para intimidar os financiadores de Goulart e para intervir militarmente caso fosse necessário.
Tal apoio dos EUA ao golpe militar se tornou desnecessário. As forças de Castello Branco tiveram sucesso derrubando Goulart mais rápido e com menos resistência armada do que os políticos norte-americanos imaginaram. No dia 2 de abril, agentes de CIA no Brasil declararam que “João Goulart, presidente deposto de Brasil, estava seguindo de Porto Alegre para Montevideo.”
(exercício #2 – aula de 07/11)
Os segredos por trás da viagem de Nixon à China
por Renato Garcia
“A semana que mudaria o mundo”. Essa foi a frase que o então presidente dos EUA, Richard Nixon usou para definir a importância de sua viagem à China em fevereiro de 1972. Com a Guerra Fria e a Guerra do Vietnã ocorrendo simultaneamente, era uma tacada de mestre reaproximar-se do governo de Mao Tsé-Tung quando Nixon pleiteava uma campanha à reeleição baseada na paz entre os povos.
Primeiro presidente norte-americano a pisar em solo chinês, Nixon afirmou na época que a “tentativa de estabelecer um novo relacionamento com a República Popular da China não será feita às custas dos nossos amigos. Nossa política não se dirige contra nenhuma nação específica. Queremos manter relações amistosas com todas as nações. Qualquer país pode ser nosso amigo, sem se tornar inimigo de outro.”

Realmente os EUA estavam ensaiando uma reproximação com a China, mas o que poucos sabem é que as conversas entre Nixon, seu amigo e secretário de Estado, Henry Kissinger, Mao e o primeiro-ministro chinês Zhou Enlai não se concentraram apenas em restabelecer relações amigáveis. Alguns assuntos ficaram em segredo até pouco tempo atrás, quando finalmente todos os documentos da viagem foram revelados pelo National Security Archive.
Enquanto seu discurso era aparentemente pacífico, o presidente dos EUA estava era preocupado com a expansão industrial japonesa. Desde o final dos anos 60 o sucesso das exportações nipônicas incomodavam e muito as indústrias americanas e a China temia que essa expansão não ficasse apenas no nível econômico, mas se espalhasse política e militarmente, como um revival do imperialismo japonês.
Outro assunto que incomodava Mao e seus seguidores era a iminente independência de Taiwan. As insurreições na época ainda eram poucas, mas ele sabia que tudo era questão de tempo. Mesmo assim, Nixon afirmou que não iria ajudar nenhum movimento que fosse inconsistente com o conceito da “China única”, e que iria trabalhar contra qualquer um desses que surgisse em Taiwan.
Nenhum presidente havia declarado que não ajudaria Taiwan até a visita de Bill Clinton à China em 1998. Os outros, assim como Nixon, preferiram esconder a verdade.
(exercício #2 – aula de 07/11)
Abu Ghraib no Torture Archive
Por Natalia Sarkis
O National Security Archive criou recentemente a seção Torture Archive onde há mais de 83.000 documentos em pdf referentes à guerra ao terrorismo iniciada pelo governo Bush pós 11 de setembro. Dentre eles, a prisão de Abu Ghraib, no Iraque, que ficou mundialmente conhecida como o local onde torturas foram realizadas em diferentes regimes.
Um exemplo é o arquivo “Abu Ghraib Detainee Abuse” que contém uma carta do Líder da Reserva do Exército americano James R. Helmly, comunicando o fato de ser relatado na mídia no final de 2003 que torturas vinham sendo realizadas por soldados americanos em prisioneiros iraquianos.
Helmly coloca que investigações serão feitas e que os culpados serão processados “pela lei e pelo Código Uniforme da Justiça Militar. Mas isso corresponde a uma pequena parte do ofício. A maior parte está preocupada em motivar os soldados que estão no Iraque, citando, inclusive o Warrior Ethos*: “Eu vou sempre colocar a missão em primeiro lugar. Eu nunca vou aceitar a derrota. Eu nunca vou desistir. Eu nunca vou deixar um companheiro caído”.
O texto é finalizado com a seguinte frase “Eu estou orgulhoso de vocês, magníficos homens e mulheres que se voluntariaram para preencher os postos de soldados rasos da Reserva do Exército. Deus os abençoe, suas famílias, seus empregadores e os Estados Unidos da América.”
*Warrior Ethos Ethos = caráter, índole, disposição, espírito característico de um povo ou instituição. Warrior = guerreiro
Obs: Todas as traduções feitas estão em caráter livre.
Exercício # 2 da aula de 07/11
O pilar e a enxurrada: jornalismo, credibilidade e fluxo de informação
Por Mateus Rodrigues
O meteoro anunciado para acabar conosco, jornalistas profissionais dinossáuricos, atende pelo nome de “jornalismo cidadão”. A disseminçaão dos meios de produção digitais – como câmeras fotográficas, filmadoras digitais e computadores para a edição e a internet como meio de distribuição com custo próximo ao zero – mudou a dinâmica da indústria de bens culturais e tornou cada leitor num potencial produtor de notícias.
Gente como Chris Anderson já prevê a falência do jornalismo profissional, como pode ser visto nessa entrevista. Ele acredita que a tendência é que as pessoas se tornem transmissoras de conteúdo informativo de forma expontânea e não-remunerada, transformando nossa atividade num hobby.
O poder da colaboração voluntária entre amadores é inegável. Astrônomos amadores de todo o mundo apontam seus telescópios para o céu e mapeiam porções do universo sem receber qualquer remuneração, tendo papel fundamental em diversas descobertas deste ramo científico nos últimos anos. De forma similar, celulares com câmeras portados por virtualmente qualquer cidadão tem muito mais chances de registrar um evento de interesse público do que qualquer corporação de mídia jamais sonhou poder.
Assim como registrarão qualquer outra coisa.
O jonalista Eugênio Bucci, também em entrevista, afirma que existe uma diferença entre a produção de um relato informativo e a atividade jornalística em si. Para ele, jornalismo implica numa produção feita por uma pessoa, grupo de pessoas ou instituições com uma base independente de outros poderes estabelecidos. É esse distanciamento que permite que a atividade jornalística se estabeleça e atue em sua mais importante função, que não é a simples disseminação de informações, mas a manutenção de um estado democrático.
(Como um aparte importante a essa discussão, cito também esse artigo do mesmo autor, onde ele discorre sobre a necessidade da imprensa.)
O “cidadão jornalista” assumiu um espaço de diálogo com a imprensa que agregou muito valor a essa tarefa e ampliou o debate sobre a função pública do jornalismo – que vem sendo severamente questionada. Mas ela não é, de forma alguma, substitutiva da atividade jornalística.
Um tsunami de inovações
por Renato Garcia
Jornalismo não é mais coisa só de jornalista. Isso fica muito claro nos dias de hoje, em que o avanço tecnológico permite que o cidadão comum se insira cada vez mais no fazer noticioso. Prova maior é que no Brasil até o diploma deixou de ser obrigatório para exercer a profissão. Mas o chamado jornalismo cidadão ainda envolve algumas questões importantes.
Com tantas ferramentas abertas ao público, como Twitter, Orkut, Myspace, Youtube, blogs e infinitos fóruns de discussão, é difícil ter uma base que indique quem ou o que está realmente certo, imparcial. Afinal, qualquer um pode postar o que quiser, na hora que quiser, sem nenhum tipo de interferência ou edição.
É claro que precisamos tomar cuidado naquilo que devemos acreditar, mas o fato é que existe muito preconceito difundido em relação ao jornalismo cidadão. No livro Red Kayaks and Hidden Gold, John Kelly cita os chamados “julgamentos morais e técnicos” que permeiam a sociedade. Segundo o autor, a maioria das pessoas considera legítimo aquilo que é difundido na TV, nos jornais ou no rádio, com a crença de que tudo é realizado por profissionais gabaritados e cuja ética é quase inabalável. Para elas, o que os “amadores” produzem não passa de lixo.
Apesar de realmente existirem conteúdos duvidosos rondando a web, é inegável que o jornalismo cidadão trouxe vantagens. Algumas vezes, é graças a pessoas comuns que muitos acontecimentos vêm à tona. Um exemplo bem recente é o tsunami que assolou a Ásia no final de 2004. Se não fossem os videoamadores, nunca teríamos as imagens fortes das ondas gigantes que atingiram o sudeste asiático.
Na época, os turistas, principalmente, munidos de máquinas fotográficas digitais e celulares, registraram a maioria dessas imagens: praias destruídas, cidades arrasadas, população à beira do caos. Nesse caso, o jornalismo cidadão ajudou a influenciar a opinião pública mundial, ONGs e governos no socorro às vítimas e na recuperação das terras atingidas.

Um aliado importante também foi o blog The South-East Asia Earthquake and Tsunami, que passou a destacar a ajuda aos sobreviventes enquanto o mundo ainda procurava entender o que tinha acontecido nos 10 países atingidos. Já os relatos das testemunhas, parentes dos mortos e ativistas foram registrados em sites como o do jornal The Guardian, que reservou um espaço especial apenas para esse fim.
Assim, não é de se espantar que o jornalismo cidadão tenha chegado para ficar e inovar. Steve Yelvington, vice-presidente do grupo norte-americano Morris – que publica mais de 60 jornais e tem 30 estações de rádio – afirmou no congresso da Associação Mundial de Jornais, em 2006: “Nós, os jornalistas, éramos os guardiões da verdade. Agora compartilhamos isso com as outras pessoas. Mas não pedimos para que elas cubram os acontecimentos, para que nos substituam. O importante é a partilha, a troca.”
(exercício #1 – questão 1 -aula de 7/11)
Melancolia tcheca, abrigo para a esperança
por Luiz Cabral

Aconteceu pouco antes da queda do muro de Berlim, há vinte anos atrás. O cenário era Praga, à época, principal cidade da extinta Tchecoslovaquia, hoje dividida entre República Tcheca e Eslováquia. A movimentação era incomum. Por ali, milhares de refugiados da antiga Alemanha Oriental tomavam a cidade em busca de uma chance para escapar rumo ao outro lado da cortina de ferro soviética. O socialismo implantado pelos russos agonizava: era questão de tempo para que a Alemanha voltasse é ser uma só, embora aquelas pessoas não tivessem certeza disto.
Atentos, mesmo alguns dos comunistas tchecos entregavam os pontos e ofereciam sua “rendição”. Porém, para alemães e simpatizantes da queda do comunismo, era pouco. Foi quando, em 8 novembro de 1989, uma pequena rebelião teve início. Estava dado o ultimato. Agora, outro muro separava estas pessoas da esperança por uma vida sem o rótulo da deserção: tratava-se dos limites entre a Tchecoslováquia e a Embaixada da Alemanha Ocidental. Mesmo sob forte repressão da polícia tcheca, conquistaram seu objetivo. Naquele momento, era como se os primeiros tijolos lá de Berliam fossem abaixo rumo a gênese de uma nova era, principalmente para os europeus orientais.

A história foi relatada pelo pesquisador tcheco Vilém Prečan, e publicada no The National Security Archive. Com base em documentos históricos coletados em Berlim, Praga e Bonn, ficou claro que os esforços dos refugiados alemães foi um dos grandes incentivadores dos movimentos que, mais tarde, culminariam no evento histórico ocorrido na capital alemã. Logo em seguida, em 16 de novembro, impulsionados pela ação no país vizinho, teve início a Revolução de Veludo (imagens no vídeo abaixo), o prenúncio do fim do governo comunista tcheco. Cansados, aqueles cidadãos decidiram dar sua última cartada contra uma instituição praticamente falida, no caso, a própria União Soviética.
Foram tempos duros, de batalha, melancolia, mas, também, de alguma esperança.
Registros
Parte desta história pode ser encontrada no Museu do Comunismo de Praga. Dentre as várias curiosidades a respeito do domínio comunista na região, uma chama atenção. Enquanto muitos morriam de fome pelas ruas das cidades tchecoslovacas, em 1955, os governistas locais, após cinco anos de estudos e trabalho braçal, inauguraram uma grande estátua em homenagem ao líder russo Josef Stalin. Embora mergulhada na miséria, todos os esforços haviam sido investidos na enorme obra colocada sobre uma área elevada nos arredores da cidade. Porém, sete anos e algumas vidas mais tarde, em 1962, a enorme estátua foi dinamitada. O motivo: Stalin, morto em 1953, tornara-se, por conta das ações cruéis e repressivas que liderou durante seu governo, um tipo de persona non grata aos olhos de Moscou. Atualmente, no mesmo espaço onde esteve localizado o monumento, encontra-se, desde 1991, um enorme metrônomo projetado pelo artista Vratislav Nowak, consolidando uma área que se tornou popular entre os cidadãos mais jovens.


