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Archive for Novembro 2009

Twittar ou não twittar

com um comentário

Por ValeriaBursztein

Perguntam o que eu estou fazendo agora e, pela mesmice do cotidiano laboral, sou obrigada a responder “o mesmo”. É aí que nasce o meu dilema com o Twitter. Ainda não uso a ferramenta como diapasão de ideias. Falha minha, rendida que fico frente  a esta senhora que sempre me acompanha,  a autocrítica

Tenho esta ideia de que para ser ”eficaz” no processo comunicacional  – tema que sozinho daria um novo post — o Twitteiro precisa respeitar a  equação nova informação e atualização constante. Além disso, questiono a máxima que nos inculcaram na graduação de jornalismo, “é preciso saber para quem vc está escrevendo!”. Será? No twitter há espaço para a pergunta? Ou quem segue é que define o dilema?

Por outro lado, já tinha me programado a usar a “piação eletrônica” para promover o conteúdo da revista que editava há até pouco tempo e potencializar o interesse entre os leitores tradicionais e os potenciais. Tinha pensado inserir atualizações com os títulos das matérias e link para o site, frases selecionadas das diversas entrevistas da edição, imagens mais marcantes e ações do gênero para incitar a curiosidade de quem acompanha comércio exterior e logística. Uma estratégia sem custo e de grande repercussão — ideal para pequenas publicações. Quem sabe na próxima revista que venha a editar.

 

 

Escrito por cursoblogcorp

Novembro 30, 2009 em 10:11 pm

O twitt da Leitão

sem comentários

por Valeria Bursztein

A jornalista Miriam Leitão  adotou o twitter como forma de aumentar a rede de abrangência das notícias que publica diariamente. Com chamadas para matérias publicadas no jornal O Globo, comentários pessoais acerca do seu cotidiano e outras tantas contribuições, Miriam conseguiu “comunicar-se” com universos paralelos aos tradicionais leitores de economia. 

Os inserts de caráter mais pessoal também têm lá seu interesse. Comentários como “Sexta feira, 21h e eu trabalhando… realmente! Preciso acabar logo com isso, preciso lembrar que eu existo…ôps saiu um Roberto Carlos…” humanizan a profissional e diversificam a pauta do contexto.

Para os jornalistas que cobrem a área, como meu caso, acompanhá-la é um facilitar acompanhar esses verdadeiros “teasers” de informação, pequenos drops atualizados que orientam nossa pesquisa e agilizam o processo de captação de dados.

Para quem não está a par dos contextos, entretanto, a eficiência da comunicação é questionável.

Economia é fundamentalmente análise. O dado e a estatística são estéreis se desprovidos de um olhar clínico — grande mérito da jornalista em questão e de tantos outros que também fazem uso da ferramenta.

Há quem diga que informação nunca é demais. Pode até ser, mas é uma pena desperdiçá-la.

 

 

 

 

Escrito por cursoblogcorp

Novembro 30, 2009 em 9:15 pm

Digitalmente cultos…

com um comentário

 

Por Ana Paula Novaes

Entre os dias 18 e 21 de novembro foi realizado o primeiro Seminário Internacional da Cultura Digital. Suas mesas de discussão foram transmitidas ao vivo pela internet. No entanto, a maior contribuição para quem não pode estar presencialmente no evento foram as tuítadas de quem esteve por lá.

Com perfis diversos, os participantes do fórum comentavam citações, polemizavam os temas, retuitavam comentários… Um prato cheio de informações para quem estava a distância. O site oficial do evento dava inclusive espaço para quem queria dar seus pitacos. Isso porque, no Twitter, foi mantida a hashtag #culturadigitabr e um perfil. O seminário também contou com a cobertura no blog oficial.

Com o objetivo de discutir políticas públicas para o ciberespaço, o fórum foi o ponto de encontro das cabeças pensantes sobre o assunto. Dividido em cinco eixos de debates – memória, comunicação, arte, infraestrutura e economia – o fórum procurou abrir os caminhos para a definição da cibercultura brasileira e para os brasileiros. 

Mais do que quatro dias de debate presencial, as discussões continuam, até mesmo com apoio das redes sociais e principalmente o Twitter. As portas já estão abertas, basta que mergulhemos para a criação de nossa cultura digital.

* Exercício 4

Escrito por cursoblogcorp

Novembro 30, 2009 em 8:22 pm

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Cobrar ou não cobrar, eis a questão

com um comentário

Por Natalia Sarkis

Em entrevista ao site Adnews, Silvio Genesini, diretor-presidente do grupo Estado afirmou que a empresa não cobrará pelas notícias no site, embora não descarte a possibilidade do internauta ter que pagar outros tipos de informação, como banco de dados e reportagens segmentadas.

A questão do direito autoral é algo que sempre esteve presente desde as primeiras publicações de textos. No início, ao terem um texto impresso no jornal, estas preocupações não existiam. Hoje, entretanto, é um assunto muito mais discutido, principalmente com a rápida troca de informações que temos graças à internet.

O grande debate que gira em torno dessa mídia é se deve-se ou não cobrar pelo conteúdo disponível, em sua maior parte gratuito, de livre acesso a internautas do mundo inteiro. Aqueles que são a favor, dizem que é uma forma de proteger os autores do texto ou de qualquer outro produto cultural. Aqueles que são contra, afirmam que essa não será a melhor solução, além de dificilmente funcionar na web.

O mundo virtual é tão extenso e tão complexo que realmente será difícil fazer funcionar um ato de cobrança pelos conteúdos. Onde houver um site cobrando pela informação haverá outro a proporcionando de graça. Quem não se lembra dos primeiros programas de downloads de músicas; sempre que um era fechado pela violação de direito autoral (ou então passava a cobrar pela canção que o usuário estava baixando), surgia outro, com disponibilização gratuita dos arquivos.

O que os grandes veículos de comunicação não compreendem, é que a internet é muito mais do que uma nova mídia onde podem vender informação. A internet é um lugar onde as pessoas podem experimentar a troca livremente, sendo essa muito mais importante que a comercialização da notícia.

Escrito por cursoblogcorp

Novembro 30, 2009 em 12:01 am

A (ainda) difícil relação entre cultura digital e infra-estrutura no Brasil

com um comentário

por Mateus Rodrigues

 As discussões sobre as limitações estruturais que foram debatidas nos diversos eixos durante o Fórum Internacional de Cultura Digital, realizado entre os dias 18 e 21 de novembro de 2009 em São Paulo, são sintomáticos. Mostra que o desenvolvimento e usos dos meios digitais ainda esbarram em dificuldades que não são condizentes com a relevância dos trabalhos executados no país.

Os dados fornecidos pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI) mostram que 43% das pessoas acessaram a Internet. Desse total, os centros públicos de acesso pagos (Mais conhecidos como “LAN Houses”) representam 35% de todos os acessos, enquanto iniciativas como centros públicos de acesso gratuito representam apenas 1% dos locais de acesso mais utilizados.

 Como já citado num dos artigos do blog, a viabilidade e importância do acesso público a Internet é imensa para começar a se falar na construção de uma cultura que pense os meios digitais de modo amplo, através do diálogo de todas as partes da sociedade brasileira. Considerando isso, o papel crucial da infra-estrutura de disseminação do acesso e capacitação das pessoas para essas possibilidades ainda é muito limitado.

 Nesse momento, escrevo esse artigo após quase uma semana de negociação para conseguir instalar um ponto de acesso onde estou, no interior do Rio. 200kbs. Se eu estivesse trabalhando com recursos um pouco mais complexos como vídeos, que já fazem ou deveriam fazer parte da rotina de acesso de informação, meu trabalho estaria seriamente prejudicado.

 Longe de ser uma exceção, meu exemplo é uma constante mais incomoda do que normalmente consideramos. Durante o Fórum, o diretor da Rede Nacional de Pesquisas José Luiz Ribeiro, mostrou o mapa de backbone da instituição. Não por acaso, os pontos de mais altas taxas de conexão situam-se no sul e sudeste, já que os custos ainda impedem que a mesma proporção de transferência de dados seja ofertada a outras regiões. A mesma tendência é seguida pelos provedores de Internet, que se limitam ao fornecimento de baixas taxas de acesso nas áreas afastadas dos grandes centros comerciais. Na verdade, até mesmo nessas regiões (como Grande Rio e Grande São Paulo), o monopólio exercido por grandes operadoras torna os serviços caros e pouco satisfatórios.

Quem controla a infra-estrutura controla seus usos e, conseqüentemente, as possibilidades de produção através dos meios digitais. O movimento pela liberdade de conteúdo na Internet também deve passar pelo questionamento dos modelos de fornecimento de acesso aos instrumentos de produção digital e de acesso à rede.

(Exercício #4)

Escrito por cursoblogcorp

Novembro 29, 2009 em 8:28 pm

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Rede social, o big bang da comunicação

sem comentários

Por Ana Carolina Cortez (exercício 6)

O nascimento das redes sociais, por meio de modelos colaborativos como o Six Degrees.com, em 1997, trouxe uma revolução nas formas de comunicação interpessoais ao redor do mundo. No Brasil, o boom desse fenômeno estourou com o Orkut. Embora salas de bate-papo, blogs, ICQ e MSN tenham chegado antes no país, nenhum site tão popular tinha conseguido misturar perfil de internet com bate-papo e funcionalidades interativas, com o objetivo de integrar pessoas de diversas partes do planeta.

Outro fenômeno no Brasil e no mundo foi o twitter, hoje utilizado até por departamentos de Recursos Humanos em processos de seleção.  De “o que você está fazendo” para “o que está acontecendo”, a resposta a uma simples pergunta te conecta a milhares de pessoas em um processo de troca de experiências e informações que só a realidade virtual é capaz de promover.

Tamanha mudança na forma com a qual as pessoas se comunicam resultaria, obviamente, na própria mudança de paradigma do fazer jornalístico. Os leitores de hoje são mais participativos e não aceitam uma comunicação unilateral. Querem produzir conteúdo, querem sugerir pauta, querem escrever sobre os acontecimentos também.  Para um jornalista hoje, é possível viver atualizado sem twitter?

Embora ainda seja muito difícil para alguns meios de comunicação assimilarem essa mudança – desde a News Corporation ao Estado de S.Paulo,  que anunciaram recentemente a decisão de fecharem conteúdo on-line para assinantes -, esta é uma realidade que deverá ser aceita para a evolução do jornalismo. E o sucesso dos negócios, claro. Afinal, se o foco da atuação deixa de ser a demanda dos leitores, a conseqüência é a perda de público, como vem acontecendo hoje em uma enorme crise enfrentada pelos veículos impressos de comunicação.

A internet, as pessoas, os relacionamentos, o jornalismo, a notícia, o mundo. Tudo está em constante mudança – e ela ocorre cada vez mais rapidamente por conta da revolução da comunicação promovida pela dinâmica do espaço on-line. A sociedade – e principalmente os jornalistas – precisam estar a par dessas mudanças e assimilar a melhor forma de atuar nesse novo cenário, que revolucionou o conceito de comunidade.

Escrito por cursoblogcorp

Novembro 29, 2009 em 2:13 pm

Faltou maturidade aos meios impressos de comunicação

sem comentários

Por Ana Carolina Cortez

O recente anúncio do presidente da News Corporation, Rupert Murdoch, de que pretende bloquear o conteúdo de seus jornais on-line segue a contramão do desenvolvimento das mídias digitais e da sociedade, de forma geral, que demanda cada vez mais acesso a um mundo virtual.

Os jornais impressos ainda não aprenderam a lidar com a mídia eletrônica e, graças a isso, perdem muito em negócios. Disponibilizar o conteúdo impresso no site da empresa é uma estupidez, de fato. Jornal impresso tem uma outra linguagem, uma outra dinâmica, um outro tempo. Quem quiser acessar o conteúdo impresso, que compre o jornal. As pessoas que acessam o conteúdo on-line buscam por conteúdo on-line, com suas peculiaridades. Apenas.

Não adianta transpassar conteúdo impresso para uma população acostumada com a velocidade da informação real time, por exemplo. Enquanto os jornais não perceberem isso, continuarão a perder dinheiro e a bloquear conteúdo para suprir a queda de receita que tiveram ao não aderir aos padrões de um novo jornalismo. E, infelizmente, essa atitude incabível nos moldes sociais de hoje, só traz malefícios para os usuários – e para os próprios donos dos jornais, que estão dando um verdadeiro tiro no pé.

Escrito por cursoblogcorp

Novembro 28, 2009 em 12:58 pm

Quanto vale a informação?

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 Por Fabio Ornelas

A discussão em torno da cobrança ou não dos conteúdos jornalísticos disponibilizados na internet, advinda da Declaração de Hamburgo, abre precedentes para uma série de reflexões.

À primeira vista, a cobrança por estes conteúdos parece ir de encontro à função primordial da internet: o da democratização da informação. Será que existe sentido falarmos de cobrança de notícias em uma rede de comunicação em que até obras literárias já estão sendo disponibilizadas gratuitamente (e na íntegra) a exemplo do que ocorre no site Domínio Publico?

E afinal de contas, quanto vale a informação? Como estipular o preço de uma notícia? Porque haveremos de pagar por notícias que hoje circulam gratuitamente por redes sociais como o Twitter? São muitos os questionamentos.

Particularmente, concordo com o Paulo Rosa Neto, editor-chefe do Adnews, que afirma que “essas novas “regras” são formas de salvamento das mídias tradicionais, que já migraram para a internet, mas ainda não se adaptaram totalmente ao mundo digital”.

A maioria esmagadora dos meios de comunicação tradicionais (jornais, revistas, etc..) ainda mantêm a prática nada estimulante de transpor seus conteúdos na íntegra para a internet, sem qualquer adaptação ou incremento ao meio eletrônico. Você provavelmente já deve ter se perguntado por que continuar comprando um jornal ou uma revista nas bancas se é possível lê-los na internet sem pagar absolutamente nada. Por outro lado, por que pagar por estes mesmos conteúdos na rede quando você já os leu no jornal ou na revista antes? É uma faca de dois gumes.

A declaração de Hamburgo fala que a prática da gratuidade da informação disponível na net “põe em risco a criação de conteúdos de alta qualidade e o próprio jornalismo independente”. Mas a que qualidade a declaração se refere haja vista que até mesmo as mais conceituadas empresas jornalísticas se limitam apenas a fazer um Control+C/Control+V de seus conteúdos tradicionais?

Com base nisso, creio que a cobrança de conteúdos informativos na rede só terá sentido a partir do momento em que as empresas de comunicação passarem a investir maciçamente em conteúdos exclusivos (e aprofundados) para a internet. Uma solução viável talvez seja continuar disponibilizando notícias gratuitas  e paralelamente cobrar por matérias mais aprofundadas produzidas exclusivamente para a rede.

Vale observar ainda que a Declaração de Hamburgo defende o jornalismo independente (“não há democracia sem jornalismo independente”) mas refere-se apenas ao jornalismo profissional (“a internet é uma grande oportunidade para o jornalismo profissional”) ignorando totalmente o emergente ”jornalismo cidadão”.

Não seria a declaração, portanto, um recurso para inibir a produção espontânea de conteúdo jornalístico pelo cidadão comum, como se este não fosse um genuíno representante do jornalismo independente e capaz de produzir também conteúdos de qualidade?

Ainda há muito o que se questionar.

Exercício #5

Conteúdo fechado – Uma atitude desesperada

com um comentário

Por Marina Gazzoni

A cobrança de conteúdo on-line pelas empresas de comunicação, como defende o presidente da News Corporation, Rupert Murdoch, é uma batalha perdida. Primeiro, porque a cultura de leitura gratuita na internet já está consolidada. Segundo, porque sempre haverá quem oferecerá informação sem custos para o leitor.

Hoje mesmo isso já acontece. O conteúdo da Folha de São Paulo, por exemplo, está disponível na internet apenas para assinantes do jornal ou do Uol. No entanto, diversos blogs e sites replicam as reportagens do dia na íntegra, oferecendo o mesmo texto gratuitamente para o leitor que fizer uma pesquisa simples no Google.

Cobrar pelo conteúdo on-line é uma atitude desesperada das empresas de comunicação para garantir a receita do seu negócio. É uma decisão errada, pois poucas pessoas estão dispostas a pagar por uma informaçao que terão gratuitamente em sites, blogs, na televisão ou em veículos alternativos.

Esse erro acontece porque os empresários do setor frequentemente comparam os sites informativos com jornais diários, que custam para o leitor. Na minha opinião, compará-los à televisão é mais adequado e trará também uma visão diferente de como financiar o conteúdo on-line.

O conteúdo da televisão também é gratuito para o telespectador, mas a penetração do veículo em massa e a capacidade de atingir um público segmentado conforme a programação faz o veículo despontar como emissor de mensagens publicitárias. Da mesma forma que ocorre com a televisão, creio que a publicidade é ainda a melhor forma de viabilizar a produção de conteúdo jornalístico on-line. Na minha opinião, ainda há um potencial muito grande inexplorado para o desenvolvimento da publicidade na internet, que ganha força com a redução do custo de computadores e de banda larga, massificando o veículo.

Assim como ocorre com a televisão a cabo, creio que há espaço para conteúdos exclusivos na internet. Mas esses precisam ter uma qualidade superior ao que é oferecido gratuitamente e atingir um nicho específico. Um veículo que explora bem esse conceito é a Agência Estado, que oferece conteúdos exclusivos e serviços personalizados para clientes do mercado financeiro. O que realmente não será possível é cobrar pelo feijão com arroz.

Escrito por cursoblogcorp

Novembro 27, 2009 em 11:20 pm

Pagar pelo conteúdo da Internet?

com um comentário

Por Maria Fernanda Teperdgian

A notícia de que o conteúdo da internet pode ser cobrado a partir do ano que vem caiu como uma bomba na imprensa ao redor do mundo. A polêmica gira em torno do fato de que todas as informações colocadas à disposição na web sempre foram gratuitas, mas segundo o presidente da News Corporation, Rupert Murdoch, que pretende bloquear o conteúdo de seus jornais – entre eles o Wall Street Journal – dos resultados de buscas do Google, um setor que oferece seu conteúdo de graça “prejudica sua capacidade de realizar boas reportagens”.

É claro que matérias jornalísticas de qualidade exigem um trabalho de apuração aprofundado e profissionais interessados em buscar informações corretas e exclusivas. Todo esse trabalho deve ser recompensado e o custo para tanto é elevado. No entanto, existem diversos veículos que destinam seu conteúdo exclusivo somente para assinantes e disponibilizam resumos mais amplos para o público de modo geral. Também não é de hoje, que os leitores que procuram apenas as notícias do dia, minuto a minuto, não compram jornais e revistas nas bancas e, portanto, não assinam veículos pela internet também. Já os interessados em se aprofundar na notícia continuam comprando o material impresso, desejando mais qualidade e cuidado com a informação.

O Grupo Estado, por sua vez, decidiu que não vai cobrar pelo conteúdo disponibilizado na internet, pois segundo o Silvio Genesini, diretor-presidente do grupo, a empresa não quer que o usuário pague pelo serviço, e sim os agentes de busca que tem dinheiro para tanto. De acordo com Genesini, os anunciantes não são o suficiente para bancar notícias de qualidade mas os integradores, como o Google, por exemplo, tiram um lucro sobre a produção do Grupo. Por outro lado, os sites de busca garantem que unem o público ao conteúdo, aumentando a audiência dos sites de jornal.

O fato é que deve haver um equilíbrio entre todos os lados. O leitor, infelizmente, gasta cada vez menos com informação, e não é cobrando pelo conteúdo da internet que isso vai mudar.  O material disponibilizado na web sempre foi gratuito, e retirar esse serviço agora, não significa aumentar o número de leitores nas bancas.

Escrito por cursoblogcorp

Novembro 27, 2009 em 6:41 pm

Publicado em Artigos, Internet, exercício 20/11

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