Procurando o ouro nas contribuições dos internautas
Por Tatiane Conceição
A contribuição dos cidadãos no processo jornalístico – chamada de “jornalismo cidadão” – é abordada no livro de John Kelly, “Red Kayaks and Hidden Gold: the rise, challenges and value of citizen journalist” (Caiaques Vermelhos e o Ouro Escondido: o crescimento, desafios e valor do jornalismo cidadão, em tradução livre). O livro está disponível para download. Clique aqui.
O chamado jornalismo cidadão pode ser definido, diz Kelly, como: “não jornalistas engajados em atividades tradicionalmente realizadas por jornalistas”.
Acredito que um dos grandes problemas desta forma de jornalismo é saber filtrar, dentro do conteúdo enviado pelos internautas, contribuições que possam realmente fazer a diferença na cobertura jornalística.
Para ilustrar esta dificuldade, irei utilizar o exemplo da explosão de uma casa de fogos de artifício ocorrida no último dia 24 de setembro em Santo André, caso no qual a empresa onde eu trabalho, o Diário do Grande ABC, procurou utilizar o chamado “Conteúdo Gerado por Usuários” (User Generated Content, na sigla em inglês), como complemento à cobertura jornalística. De fato, neste caso, os internautas deram dicas valiosas.
Um exemplo: eles começaram a enviar mensagens demonstrando preocupação com os estudantes, já que havia uma escola próxima ao local do acidente. Com base nesta informação, pudemos checar, junto à instituição, a situação do local e divulgamos, poucos minutos depois, via Twitter, que a escola não havia sido afetada pela explosão.
Eles também enviaram imagens, vídeos, fotos da tragédia, complementando a cobertura jornalística.
Mas este tipo de contribuição é como o “ouro” citado por Kelly: aparece depois de muita garimpagem. O que mais houve neste dia foram mensagens como: “ah, eu ouvi a explosão da minha casa” que, apesar de serem a expressão de um sentimento legítimo dos cidadãos, não continham um dado relevante que pudesse ser utilizado na cobertura do caso.
Ao todo, a reportagem principal sobre a explosão recebeu 260 comentários, isso sem contar as mensagens via e-mail, Twitter, o que dá uma dimensão do trabalho que é avaliar todo este conteúdo, já que outras dezenas de contribuições não foram ao ar (o principal motivo é a utilização de conteúdo ofensivo).
Portanto, na minha opinião, o maior problema, hoje, do chamado jornalismo cidadão é saber encontrar em meio às contribuições dos internautas o ouro escondido, a informação que pode mudar o rumo de uma reportagem, algo que demanda profissionais preparados para saber transformar a cobertura jornalística não mais em um processo de mão única, mas em uma conversa na qual os internautas possuem voz e vez.
OBS: Texto referente ao exercício da aula de 07/11, em relação à questão proposta no 3.
Bobagem ou comunicação?
Por Paula Bassi
Não foi sem hesitação que os veículos tradicionais de jornalismo se empenharam nas primeiras iniciativas de encorajar a participação dos leitores. Profissionais viam-se frente a questionamentos sobre a credibilidade de conteúdos produzidos por quem, sob uma perspectiva mais restrita, não teria qualificação para se expressar – ou seja, os “não-jornalistas”. Com o surgimento de ferramentas como Blogs, YouTube, Twitter, MySpace, entre outros, internautas provenientes de qualquer formação, faixa etária, origem começaram a divulgar de maneira incontrolável suas produções e opiniões.
Uma das primeiras ferramentas que os jornais adotaram para a aproximação com o leitor foram os blogs. Organizados de forma cronológica decrescente (ou seja, o post mais recente vem antes do mais antigo), alimentados com informações e opiniões sobre determinado assunto por um ou mais autores, este tipo de página inclui links externos (algo raro nos textos jornalísticos “oficiais”) e espaço para comentários. Apesar de ser um modelo questionável de interação – afinal, o conteúdo geralmente é produzido por jornalistas e os comentários muitas vezes são editados –, os blogs abrigados por veículos como Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e G1 aproximam-se do público pelo tipo de linguagem utilizada, mais adequada aos meios online.
Um exemplo que pode ser citado é o Bombou na Web, vinculado à revista Época. O blog, administrado pelos repórteres Rafael Pereira e Bruno Ferrari, trata dos conteúdos mais populares na rede, principalmente vídeos no YouTube. O Bombou na Web também existe como coluna no impresso, o que não faz muito sentido, já que suas referências são online. Mas, na internet, o blog toma forma com sua linguagem despojada e seu texto hiperlinkado e integrado a vídeos. Os autores chegam a dar alguns cutucões na mídia tradicional.
Em post sobre caso Barthô, em que um homem – a suspeita é de que seja um humorista do programa Chupim (Rádio Metropolitana) – passou-se pelo presidente Lula em entrevista a uma rádio angolense, o comentário que finaliza o texto é: “A brincadeira foi descoberta porque um dos jornalistas estrangeiros envolvidos desconfiou do que disse o presidente. O impressionante é: Só um???”. Essa crítica dialoga com Kelly, quando o autor afirma que uma das críticas ao jornalismo tradicional é que muitas vezes este se limita às fontes oficiais e institucionais (páginas 34 e 35). Ou seja, nesse caso os jornalistas angolenses acreditaram de tal forma no suposto assessor, “Caio Martins”, que sequer chegaram a questionar a veracidade de suas fontes.
O Bombou na Web não trata de temas familiares aos tradicionais meios jornalísticos, mas compila informações sobre um dos maiores fluxos de comunicação da atualidade. Seu conteúdo pode parecer bobagem à primeira vista, mas é essencial estudar o que movimenta o público em direção a determinado fenômeno para compreendê-lo melhor, desmistificando a sua imagem de, nas palavras de Andrew Keen, destruidor da “nossa economia, cultura e valores”.
Obs: Texto referente ao Exercício baseado no livro de John Kelly. Questão 2.
Unimed leva reconhecimento “off-line” para a internet
por Mateus Rodrigues
O caso da marca Unimed, vencedora da categoria “Top of Mind Internet 2009”, pode servir como exemplo da relação do consumidor com as empresas através da rede. Apesar de ampla vantagem com relação a segunda colocada, a cooperativa não demonstra uma grande integração com os principais veículos e tendências.

- Página da Unimed, utilizando recursos do Google Maps
A Unimed não demonstra nenhuma preocupação em unificar ou homogenizar sua estratégia de comunicação na internet, fato facilmente comprovado após uma breve pesquisa. Suas unidades regionais possuem sites próprios, com linguagem e programação visual bastante diversa. O grupo possui um site que pode ser considerado geral, com domínio facilmente ligado à marca (www.unimed.com.br) e indicação dos sites das cooperativas de acordo com a posição geográfica do usuário, num sistema de geoposicionamento baseado no Google Maps. Apesar disso, essa ligação não é tão clara e pode deixar internautas mais desavisados perdidos pela página.
Também não parece haver uma presença efetiva da Unimed nas principais redes sociais. No orkut, existem algumas comunidades criadas por funcionários e algumas outras referências espalhadas, relacionadas principalmente com o patrocínio ao time de futebol Fluminense. No twitter, as cooperativas procuram estabelecer um contato com os clientes, apostando principalmente na fórmula de replicar links de notícias sobre a empresa. Não foi localizada nenhuma menção à Unimed no Facebook.
Comparado à ações desempenhadas pelos ganhadores do prêmio em outras categorias, percebe-se que a Unimed não explora todo o potencial da chamada “web colaborativa” para o contato com seus clientes e potenciais consumidores. O prêmio reflete muito mais a posição da marca na mente do público de um modo geral, que reproduz essa familiaridade nas pesquisas de internet e aponta a Unimed como sintoma de “plano de saúde”, do que numa real presença de peso nas mídias eletrônicas.
Artistas protestam contra uso de música como instrumento de tortura em Guantanamo
Por Ana Carolina Cortez
Músicos internacionais, como os integrantes do REM, Pearl Jam, Nine Inch Nails e Rage Against the Machine, abriram uma petição contra o uso de música excessivamente alta como instrumento de tortura na base militar de Guantanamo, em Cuba, e anunciaram que irão se unir à Campanha Nacional para o Fim de Guantanamo, liderada por membros do Congresso dos Estados Unidos. A notícia foi divulgada no último dia 22 de outubro no site do National Security Archive, organização independente localizada na Universidade George Washington, nos Estados Unidos.
Dentre as reivindicações do grupo está uma documentação que explique os motivos da escolha do arquivo musical utilizado e qual o seu papel durante as interrogações nas detenções. Segundo petição divulgada pelo grupo de músicos, é um direito dos cidadãos saber como uma expressão da cultura popular foi transformada em uma técnica de interrogatório que fere os direitos humanos.
O general aposentado e membro do Congresso Robert Gard, criticou a prática. “A tortura é inadmissível e não terá fim se não fecharmos Guantanamo. Simpatizo com os artistas que tiveram suas músicas utilizadas sem consentimento durante a administração ruim de Bush”, afirmou.
O site do National Security Archive publicou ainda o “Arquivo de Tortura” , documento que possui mais de 83 mil registros relacionados a processos de interrogatórios individuais feitos por militares norte-americanos.
MediaOn ‘interativo’

Aline Cavalcante
Aconteceu entre os dias 27 e 29 de outubro o terceiro Seminário Internacional de Jornalismo Online, MediaOn, promovido pelo Itaú Cultural em parceria com o Portal Terra, Governo Federal, CNN e BBC Brasil. Os três dias de debate trouxeram pra roda os caminhos a serem trilhados pelos profissionais da comunicação, principalmente em tempos de revolução tecnológica e de mudança no papel que o jornalista desempenha frente ao seu público. O evento foi proposto na tentativa de discutir a relação entre esses profissionais e as ‘novas’ mídias utilizando exemplos de sucesso como o case do Clarin, BBC e conversando com gente inserida no contexto, como Silvio Meira (@srlm ), Thiago Dória (@Tdoria), José Roberto Toledo (@zerotoledo), Marcos Foglia (@marcosfoglia), entre muitos outros. Debates muito proveitosos, participação intensa do público via twitter e cenas curiosas marcaram o MediaOn 2009. Veja todos os videos aqui
Sobre essas cenas, gostaria de comentar duas delas. A primeira é sobre a falta de interatividade com o publico que estava lá, offline, que só podia se comunicar através de bilhetinhos. Fato que parece uma grande contradição com a proposta do evento. Afinal os participantes nao podiam se manifestar no momento que houvesse alguma fala duvidosa (como em vários casos), tinha que se submeter a enviar perguntas escritas e correr o risco recorrente de não serem lidas e ainda deixar passar o calor da discussão. Mesmo assim algumas pessoas quebraram o protocolo e conseguiram interagir no grito!
A segunda cena foi mais legal ainda. As ‘estrelinhas pop’ do seminário participaram da última mesa do dia 27/10 intitulada: Jornalismo sem intermediários – Twitters e blogs aproximam fonte e consumidor de informação. Debatedores: Danilo Gentili – Repórter do CQC, programa de jornalismo e humor da TV Bandeirantes, Altino Machado – Blog da Amazônia, de Terra Magazine e Camilla Menezes – Twitter de Mano Menezes
Bombou! Ingressos acabaram logo cedo, basicamente a maioria dos ‘teens’ foram pra ver Danilo Gentili e Camila Menezes (jornalista e filha de Mano Menezes), no minimo, lamentável. A proposta da mesa era realmente interessante, falar de twitter considerando a dimensão e importância que ele obteve no Brasil parecia ser uma jogada de mestre, mas não souberam escolher os ‘jogadores’. Primeiro porque o que Danilo Gentili faz no twitter é tudo, menos jornalismo. Segundo porque considerando que Camila Menezes é assessora de imprensa e responsavel pelo twitter do pai, o técnico do Corinthians Mano Menezes, não dá pra chamar isso de “jornalismo sem intermediários”. E terceiro porque Altino Machado, apesar de parecer ser o unico coerente da mesa, possui um blog hospedado no Portal Terra o que foge da bela tendência que encontramos na web: construção de reputação e credibilidade sem vínculo direto com grande empresas.
Bom, fato é que a mesa mais esperada foi um fiasco. E a salvação do dia veio do lugar (talvez) menos esperado, porém mais falado – o twitter. As intervenções feitas pelos expectadores online se tornaram mais interessantes que aquilo que tava sendo debativo no palco. A organização do evento ousou publicar os ‘tweets’ – tag #mediaon – em tempo real num telão imenso atras dos palestrantes. Pratica tão louvável e quanto questionável, pois proporcionou cenas como essas: depois de ‘censurar’ os twittes das pessoas, fica a questão: vale a pena tentar parecer que é multimidia sem estudar a logistica da coisa? Tava na cara que isso ia acontecer, é o preço que se paga pela interatividade a qualquer custo. Foram dar voz a quem tava quieto…

Mc Donald’s nas redes sociais
Por Taís Laporta
Não é preciso muito para descobrir que o Mc Donald’s – a maior rede de fast food do mundo – aproveita mal a internet para trabalhar sua imagem. Como entender de outra forma o fato de que a marca, presente em 120 países, não tem um canal oficial no You Tube? Todos os vídeos postados ali, a maioria de propagandas novas e antigas, foram colocados por usuários. O engraçado desta história é que o Mc Donald’s é muito lembrado, como apontou o prêmio Top of Mind, e por conseqüência começam a surgir vídeos feitos pelos próprios consumidores que acabam promovendo a marca. Veja o exemplo abaixo:
No Facebook, a marca também tem um longo caminho a percorrer. Além das comunidades “eu amo”, “eu odeio”, há aplicativos com jogos que depreciam a rede, como o “Monopoly at Mc Donald’s”. Também é possível encontrar os aplicativos do “bem”, aqueles que ajudam a promover a marca, como um que permite que os usuários presenteiem seus amigos com seus lanches preferidos. Há até uma petição online organizada pelos internautas para pedir que a rede faça entregas em domicílios em algumas partes do mundo que ainda não têm esse serviço. No Orkut, encontra-se a mesma variedade de comunidades exaltando ou demonizando a empresa.

No Twitter, o Mc Donald’s marca presença com cerca de 9 mil seguidores, fazendo consultas diretas sobre a opinião dos consumidores a respeito do lanche X, da sobremesa Y etc. Já no Flickr, uma quantidade incontável de fotos artísticas parodia a marca. Um grupo com 80 membros, por exemplo, publica fotografias das fachadas dos restaurantes em todo o mundo (veja um exemplo à esquerda).
Por estes exemplos, conclui-se que a atuação do Mc Donald’s nas redes sociais é descentralizada, ou seja, não é controlada por um núcleo específico da empresa. Pelo contrário, é resultado da iniciativa dos próprios internautas, que se organizam de modo a criar comunidades e mantê-las. Quando há uma atuação “oficial” da marca nestas redes da web, trata-se de um braço em determinado país ou cidade do mundo, e não de uma empresa globalizada com mais de 30 mil lojas espalhadas pelo planeta. Em outras palavras, controlar a imagem da rede na internet está longe de ser uma prioridade do Mc Donald’s. Algo para se pensar.
O jornalista cidadão e a credibilidade da informação
Por Ana Carolina Cortez
O advento das novas tecnologias trouxe incontestáveis avanços na forma de produção jornalística. A socialização da informação, hoje disponibilizada pelos leitores por meio de blogs, twitter, youtube, facebook e inúmeras redes sociais mundo a fora, tornam o agente da passiva, que antes apenas recebia informações do meio, em criador e distribuidor de conteúdo. O jornalista John Kelly aborda este tema passionalmente em seu livro “Challenges – Red Kayaks and Hidden Gold: the rise, challenges and value of citizen journalism”.
Já é de se imaginar que, do ponto de vista jornalístico, esse tipo de produção de conteúdo deve ser observada com muita cautela quanto à veracidade dos fatos publicados. Enquanto a tecnologia transforma todo cidadão em Publisher, o novo modelo, baseado em uma transmissão de conteúdo de vários (internautas) para vários ao invés de um (jornalista) para vários, traz um sério problema de credibilidade. Se todo mundo munido de um computador conectado em rede é capaz de gerar informações, como é possível filtrar os conteúdos disponíveis e extrair apenas o que for verossímil?
Esse problema existe tanto quando falamos de um cidadão comum, quanto de uma empresa que disponibiliza informações nas redes sociais. Os interesses particulares movem as publicações provenientes desse tipo de distribuição de conteúdo com mais força. As histórias, por este motivo, são contadas de um único ponto de vista em sua maioria. Por exemplo, imaginemos uma corporação polua muito o ambiente e viva de desastres naturais. Ela decide fazer um blog. Nele, postará conteúdos voltados para responsabilidade social e trabalhará sua imagem de forma mais positiva que as matérias dos jornais. Neste caso, as redes se tornam um grande instrumento de manipulação de informação.
Sem a menor sombra de dúvidas, o boom das redes sociais trouxe melhorias para o jornalismo de forma geral, forçado a atualizar seu modelo de distribuição de conteúdo, explicando acontecimentos e aprofundando temas com a participação mais ativa e colaborativa de seus leitores.
Kelly está correto em afirmar que a mídia pré-redes sociais poderia ser considerada de massas por conta de seu alcance, mas não de produção de conteúdo. Mas devemos estar muito atentos quanto ao tipo de informações encontramos em rede, filtrando cada material criticamente. Da mesma forma em que músicas como “United breakes guitars” viram hits no mundo todo por conta do youtube, e forçam a empresa a se redimir publicamente – além de tornar anônimos em celebridades, a guerra de interesses se intensifica na internet e a manipulação de conteúdo se torna cada vez mais perigosa nas mãos dos “jornalistas cidadãos”.
Natura e as redes sociais
Por Natalia Sarkis e Tatiane Conceição
Fizemos uma análise da presença da Natura nas seguintes ferramentas: mecanismo de busca do Google, Twitter, Orkut, Facebook, Youtube. Também analisamos o site oficial da empresa.
De uma forma geral, foi possível perceber que a comunicação da empresa ainda é feita de forma descentralizada, com muitas iniciativas partindo dos próprios internautas, principalmente as consultoras. Além disso, a Natura não adota um único nome para todas as redes sociais, o que dificulta sua localização.
Mesmo assim, a empresa conseguiu ser premiada com o Top of Mind 2009, sendo a marca mais lembrada na categoria Produtos de Beleza, com 12% de citações. Sinal de que, se aproveitasse mais as oportunidades de comunicação existentes nas redes sociais, a Natura poderia ir ainda mais longe.
Fazendo uma busca simples, pudemos observar que o site oficial da empresa aparece logo como primeira opção. A primeira página do buscador está repleta de links relacionados à página da Natura. Também é possível encontrar diversas imagens referentes aos produtos da companhia.
A Natura tem uma grande falha com relação ao Twitter. É muito difícil localizar o perfil oficial, o @naturanet. Procurando somente pelo nome da marca na ferramenta de busca da rede social, encontram-se vários perfis, como por exemplo, da SPFW (São Paulo Fashion Week), e “natura e dicas de maquiagem”. O correto seria aparecer o oficial logo no topo das buscas.
Orkut
A Natura leva vantagem no Orkut, porém não é possível dar o crédito inteiramente a ela. Pelo observado, grande parte do seu sucesso é graças ao consumidor e aos revendedores de seus produtos. A comunidade “Natura Consultoras e Clientes”, com mais de 51 mil visitantes, é um exemplo disso. Observa-se, portanto, que os usuários do Orkut utilizam muito mais o site para venda de produtos/pronta entrega.
A única comunidade negativa dentre milhares é a “Eu Boicoto a NATURA!”, o que mostra o quanto a empresa tem de propaganda positiva, graças às comunidades que citam algum produto da empresa que os participantes usam, como “Eu Uso Natura Faces Ilimitada”.
Com tantas comunidades, vale dizer que, se algum funcionário faz o monitoramento delas, deveria repensar o uso das enquetes, para que elas sejam mais eficazes.
No Facebook, a precariedade é ainda maior. O perfil oficial da empresa é encontrado somente em espanhol. É nesse mesmo idioma que há o maior número de fãs, 2.485. Também não foi possível localizar nenhum perfil nacional da empresa, o que corresponde a um erro estratégico.
Site oficial
A única grande vantagem trazida pelo site é a ferramenta de localização de consultores por meio do CEP. Também é possível fazer compras online, tanto por consultores como consumidores.
A empresa possui muitos blogs. Entretanto, o site não traz links para os mesmos. O usuário acaba achando-os por um golpe de sorte.
Youtube
Quando você procura diretamente o nome Natura, não acha inicialmente nenhum canal criado pela empresa. Conforme o usuário vai navegando, encontra o link para o canal oficial do Youtube com vídeos de comerciais, embora sejam poucos (somente 13).
A plataforma poderia ser mais bem aproveitada com o uso de vídeos institucionais, para oferecer orientações às consultoras, por exemplo.
#2 exercício aula 07/11: National Security
O National Security Archive é uma organização independente localizada na Universidade George Washington, em Washington, nos Estados Unidos. O próximo exercício da semana consiste em escolher um arquivo, entender o caso e contar de maneira coloquial para o leitor do Impressão em até 15 linhas. Além de relatar, inserir mais três links embutidos no texto que aprofundem o caso escolhido.
Pollyana Ferrari
Exercício aula 07/11
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O livro de John kelly discute as primeiras manifestações do chamado “Citizen Journalist”, passando por marcos como 11 de setembro de 2001, Tsunami na Ásia, atentados no metrô de Londres e o recente impacto da campanha de Barack Obama. (1) Na sua opinião, qual desses exemplos foi mais significativo para a mudança na cobertura jornalística a partir da interferência do leitor? Crie um post com exemplos da época escolhida.
(2) Na página 21, o autor fala um pouco sobre os posts em blog na ordem cronológica negativa, de autoria de um ou mais indivíduos, muitas vezes associada a um conjunto de interesses ou opiniões, muitas vezes ainda incluindo links para sites externos. Procure exemplos de blogs brasileiros que usam esse recurso e explicite em forma de post no Impressão. (3) Kelly tem uma visão quase “deslumbrada” do Jornalismo Cidadão. Procure elencar os problemas desse formato em post opinativo no Impressão.
Cada aluno poderá escolher uma entre as 3 questões para elaborar seu post semanal. Não esqueçam de assinar. Amanhã estarei online tirando dúvidas (9h00) pelo MSN (pollyanaferrari@hotmail.com) ou Gmail (pollyana.ferrari@gmail.com)
Pollyana Ferrari
